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Cap XXXIV - Meu bem você cresceu

O celular e o despertador fazem Bianca acordar. Acabara dormindo em seu quarto quando acordara de madrugada para tomar banho e trocar de roupa. O sol raiava e o vento matinal entrava pela janela da sala.

Se espreguiçou, apoiou a espada em algum lugar da cozinha, fez o café... e, como de costume, foi acordar Alexander. Tudo parecia normal até notar a porta que não abria.

- Trancada?! Não acredito nisso... - tentou forçar mais algumas veses mas a peça de madeira não se moveu - Certo... como é que eu vou acordar ele, se a porta está trancada? Aliás... Por que essa porta está trancada? Ele nunca fez isso...
...

Muito bom... Ta vendo Shivani... Se fossem invadir a casa, me matavam, me levavam e ele trancado no quarto. Muito bonito isso...

A brisa que entrava pelas largas janelas espalhava pelo ambiente o cheiro do amanhecer, movia as cortinas, arrepiava a pele, e chegava até a desequilibrar uma espada apoiada a um pilar da cozinha. A espada deslisa e cai no chão.

- Shiiiu, olha o barulho... assim ele acorda...- Bianca faz uma pausa e balançando o dedo indicador como quem tem uma idéia, se volta na direção da espada e a apanha.

- Barulho... muito boa idéia Shivaninha. Vamos fazer barulho pra ele aprender a não fazer mais esse tipo de coisa... ótima idéia, minha amiga.
- Taquinagens de Querubins-
[Uma dupla dinâmica
Bianca e Beatriz]


Bianca afastou uma cadeira e a colocou infalsa, e foi até a porta da casa bateu as asas com força para que o vento derrubasse as coisas. Gritou pelo Alex e bateu a porta da casa.

Antes que pudesse dar conta de si, Alexander passou correndo por ela e pulou as escadas. Com o barulho, alguns moradores começaram a sair de seus apartamentos para ver o estava acontecendo.

- Aaal... Aleeeex... - Chamava a menina no topo das escadas

- O que houve rapaz?- Perguntava um vizinho.

- A minha irmã, alguém viu ela?- Olhando em volta a procura de qualquer pista ou sinal

- Ela está lá em cima, veja...

O captare olhou para cima e viu Bianca calmamente fazendo sinal para que ele subisse. Respirou fundo contendo a adrenalina do pulo.

- Aconteceu alguma coisa meu joven?

- Minha irmã, fazendo uma brincadeira sem graça- Subindo as escadas novamente.

O captare segura a menina pelo antebraço e a conduz para dentro do apartamento. Sério, ele tranca a porta e se volta para a querubim.

Não briga comigo, não...

- Bianca, você pode me explicar o que foi isso?

- Desde quando você tranca o quarto de madrugada? - A pergunta soava como uma acusação

O captare repira fundo e vai até a cozinha, levanta a cadeira derrubada e se senta.
- Bianca, precisamos conversar. Sente-se.

Shivani,mulher, a gente si lacou.

A querubim se senta
- Bianca, você ...- Ele procurava as melhores paravras para conduzir a conversa- De agora em diante as coisas vão ser ter que ser diferente entre nós dois. Você já não é mais aquela menininha de antes. Você está crescendo, e muito rápido por sinal.

- Sim, e...- Gesticulando para que ele continuasse, impaciente diante da hesitação do captareem falar.

- Bia, uma coisa é eu morar com a minha irmãnzinha, com uma criança. Outra, é eu morar com uma jovem crescida e atraente, que está se tornando uma mulher.

- Hui ... então você acha que eu sou atraente ... - Se debruçando sobre a mesa com um ar de sedução, embora estivesse controlando o riso. O captare, entretando, desvia o olhar da menina e se concentra olhando para o próprio reflexo no vidro espelhado da mesa.

- É exatamente disso que eu estou falando. As coisas terão que mudar entre a gente

- Eu não acho - voltando a sentar-se na cadeira

- Bianca, você não é mais uma criança. Dois irmão morando sozinhos... isso vai gerar comentários então se a gente puder evitar certas coisas...

- Como o quê?

- Não é certo a gente ficar dormindo na mesma cama. Tomando banho juntos...

- Mas... mas.... eu tomo de bikini

- Bianca...

- Está certo, vestida, é só não tirar a roupa. É isso?


Ele respira fundo mais uma vez
- Não, não é assim

- E como é então?

- Bianca a sociedade/

- Eu tô pouco me lixando com socieadade. Eu tenho que prestar contas com Deus e ele sabe tudo o que eu faço ou deixo de fazer. É isso o que importa!

- A vida não é dessa forma.

- Al, Deus sabe que a gente não ta fazendo nada de errado.

(...)

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2 Horas depois - Já na catedral

- Vivian cê pode vir com a gente?

- Não minha linda, como chefe da Ala dos Corpore eu não posso me ausentar daqui.

- Que pena...

A Corpore apenas riu. Bianca saiu pela catedral seguida por Alexander.
- A Jel não pode ir com a gente?

- Ela está cuidando do protegido dela...

- Um...-Bianca vê saindo da sala de runiões o recipere da falange- Baaaaaaaaaaaaaalk- Pula nele abraçando-o

- Bianca?

- Oíii!- Com os braços en torno do pescoço do recípere

- Bom dia Alex

- Bom dia Balk - Respondeu cordialmente

- Balk, Balk... A gente está indo fazer compras!- quase dando pulinhos

- É mesmo? Onde?

- Iguatemi!
Iguatemi- território iluminatti

- Tenham cuidado - Vira em direção ao captare- Você sabe de quem é aquelas árias?

- Eu sei. Não se preocupe.

- Não tem problema?

- Não.

- Bom, você sabe o que faz...

- Bianca, vamos?

- Certo certo. -Soltando o Recípere- Tchau Balk!

- Se cuida, menina

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Convocada para participar do contingente mititar que estava sendo recrutado na cidade de Fortaleza, Amytiel chegou a catedral.
Amytyel- Uma caçadora mestre em Barreiras

Cap XXXIII - Encerrando a noite

Chegando na catedral, Hariel, Eros e Abimael seguem para o laboratório de criminalística para analisar o composto das bebida.
No caminho, ao mesmo tempo, o celular dos três tocam, recebendo uma mensagem.
De: Numero desconhecido

Rebelião contra a ditadura de Vidael
. Reunião na... ...
Os três anjos se entreolharam. Em silêncio pegaram a caixa e seguiram até o laboratório.

-Vocês trouxeram a permissão ?

- Permissão?

- Sim, não posso liberar o laboratório sem vocês me mostrarem a permissão. Ordens restritas de Vidael.

- Eu vou pegar.

Hariel foi a sal de Sael, responsável pela falange, para pedir a exigida permissão. Do lado de fora, uma fila de anjos se aglomerava esperando poder entrar na sala. Resmungos e reclamações enchiam o corredor.

A porta se abre e um anjo sai chorando.

- O que houve? - Pergunta Hariel quase instintivamente
A anjo fala numa lingua que Hariel não conseguia compreender, e sai pelo corredor.

- Você sabe o que foi que ela disse? - Perguntando para o anjo que estava a seu lado

- Não faço idéia...- Respondeu

- Ela foi punida- Respondeu o terceiro da fila - Ela recebeu uma marca de desonra por ser diferente.

- Por ser diferente?

- Sim, as asas dela.
Nitiel. Tecnoanjo de Asas Metálicas

Depois de esperar algum tempo, Hariel conseguiu entrar na sala de Sael. A sala do anjo estava totalmente automatizada. Havia um virtude com um computador e uma impressora ao lado da mesa do nimbus. Tudo o que e ele ditava o Virtude digitava.

- Aqui está a permissão de vocês- Disse Sael entregando a autorização à Hariel - Eu só quero lembrar que a senhorita ainda tem uma punição para cumprir.

- Não se preocupe, eu conheço minhas obrigações.

Hariel pegou os papéis e saiu da sala. A aglomeração de anjos no corredor dificultava um pouco a passagem mas ela não perdeu o passo. Chegando no laboratório, Eros estava dormindo sobre a caixa de bebida enquanto Abimael analisava um dos frascos. Hariel entregou a permissão ao anjo responsável, ele agradeceu e completou com um "Espero que vocês entendam, eu só cumpro ordens".

- Os resultados estarão prontos em 8 horas.

- Certo, pela manhã eu passo aqui para pegar

Terminada a conversa, cada um foi para seu dormitório. Todos estavam cansados, mais uma missão encaminhada. Mais um trabalho cumprido.
Ou pelo menos quase...

Deitada em sua cama, as imagem da praça lhe perturbavam a mente. As humilhações, as ameaças, as coisas que eles tinham feito e falavam não com vergonha ou medo e sim com orgulho. Sem hesitação alguma, como se para eles matar, espancar inocentes fosse uma coisa natural. Era isso ser um ser humano? Então, pelo quê os anjos morrem? Para proteger criaturas que não estão a altura de seu sacrifício?

"O que você é?" perguntou Dark.

Conheceria aquele jovem o mundo sobrenatural?

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A Brindo a porta do apartamento, Alexander vê deitada no chão a querubim, quase bloquiando a passagem. Um livro de magia de luz fechado, duas latas de energéticos e o colar com as fotos dos pais caído ao lado da mão.

A face ainda rubra, assim como a mão marcada por ter apertado o cordão; a pele suada pelo calor humidecia o colarinho do vestido e os cabelos da nuca.

O captare pega o livro e o coloca sobre a mesa. Ajoelha-se ao lado da garota, a levanta nos braços e a deita na cama. Tira os sapatos, a camisa e se deita ao lado da garota, precisava se acostumar que sua pequena já não era mais tão pequena. Que a menina com quem dormia abraçado estava se tornando uma mulher.
Não era tão fácil assim de aceitar que as coisas estivessem mudando tão rápido.

Bianca se virou e o abraçou. Alexander continuou admirando a face da garota até adormecer também. E o sono logo lhe veio visitar. Estava exausto e ainda dolorido da missão, sua rotina não estava sendo fácil ultimamente.

Nos braços um do outro. Assim dormiram os dois.
Lado a lado.
"Você nunca estará só"
Adriel e Alice


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Enquanto isso . . .


Depois de se arrumar. Hariel foi a ala dos virtudes fazer limpeza. A Ala estava impressionante. Telões de plasma preenchiam os corredores. Novos computadores, novos equipamentos, câmeras progetavam nos telões imagens de toda catedral. Um cenário que chegava ser futurista. Tudo melhorado.
O Virtude que ficava no balcão central de informações da ala estava sem seu moicano. Suas vestes estavam diferentes também. Hariel estranhou.

- O que está fazendo aqui?

- Vim fazer a limpeza - respondeu friamente - O que houve?

O anjo passou a mão sobre a cabeça careca e com um olhar triste respondeu
- A minha aparência não condizia com a de um anjo.

- Vidael?...

- É...

Inconformada, Hariel começou a limpar as bancadas da ala. O pano molhado fazia suas mãos enrugar e os anéis feriam os dedos quando ela espremia o pano. O movimento repetitivo cansava o braço e as pernas formigavam.

A noite prometia ser longa. Porém, uma sena incomum acabou chamando sua atenção. Um dos virtudes parecia ter entrado em choque ao ter um e-mail. Rapidamente ele começou a digitar uma outra coisa no computador, a velocidade com que as teclas eram tecladas faziam um "tec -tec" frenético ecoar pelo local.
Em questão de um minuto, Haiel sentiu seu celular vibrar no bolso da calça.
Reunião geral da catedral

Vidael convoca todos os anjos a comparecerem na catedral para uma reunião geral que ocorrerá as 23:00 hs de segunda. Todos os anjos deverão estar presentes.

Cap XXXII - Confiscando

Brincadeira de gente grande -

Eu sou Hariel, uma virtude inquisidora que esta infiltrada num grupo de jovens para cumprir uma missão. Um grupo de jovens de péssima influência, devo admitir.A meu ver, o pior de todos é esse Dark. Ele manipula o jogo de "verdade ou desafio", é ele quem faz as perguntas e pede os desafios mais pesados. Um jogo com perguntas e respostas sobre coisas ilegais e assaltos cometidos com pessoas feridas, perguntas do tipo "Qual a pior coisa que você fez a uma pessoa" e coisas do gênero.

- Você, Luana. Verdade ou desafio?

Assaltos, espancamentos, violência. Porque proteger criaturas capazes de atrocidades tão cruéis? Porque não têm eles, os anjos, permissão para matar pecadores vis e desumanos?

- Desafio!

Dava para ver nos olhos maliciosos de Dark que ele não era alguém digno da proteção de um celestial. Alguém siquer digno de piedade. E quanto mais a anjo ficava em meio a eles, mais confirmava suas "teorias".

- Tah vendo aquele nerd alí- Apontando para um jovem que passava pela praça- Eu quero que você vá lá, e ...

Hariel ficou chocada com o desafio. Dark pedia para que a menina fizesse um ato de pornografia com um estranho em plena praça pública.

- Você está louco? Eu não vou fazer uma coisa dessas.

- Olha aqui, você entrou na brincadeira agora aguente.- Ele falava de modo ameaçador

- Eu não vou fazer isso, Dark!

- Ou você faz o que eu to mandando agora, ou você nunca mais vai poder pisar nessa praça. Eu vou fazer a porra do seu nome ficar conhecido por todos aqui, entendeu? E aí? Qual vai ser?

A menina se levantou, caminhou até o rapaz indicado e abriu o zíper da calça dele. O rapaz bêbado não entendia direito o que estava acontecendo, mas não reclamou quando a menina começou a acariciar suas partes íntimas.

Hariel estava transtornada com a situação. Fechava seu punho para se controlar e não estragar seu disfarce. Os outros riam e gritavam fazendo uma algazarra olhando para a jovem que estava cumprindo seu desafio. O bêbado levantava os braços e ria alto chamando ainda mais a atenção para a cena que estava acontecendo.

humilhação

A garrafa é girada outra vez e para com a boca apontando para a Virtude.

- Vamos lá ruivinha, vai pedir desafio também?- Instigou Dark

Tendo um sorriso como resposta a fronta Hariel respondeu com uma só palavra
- Verdade!

- Olhaí rapaz a gostosa pediu verdade- Disse um caíndo

- Capricha na pergunta Dark- Falou uma menina

Dark riu, e fitando os olhos de Hariel perguntou
- O que você é?

A firmeza da pergunta desconsertou Hariel. Que tipo de pergunta é essa?
- Eu sou uma jovem que chegou a pouco na cidade e está morando na casa de uma prima.

- Não é isso o que eu quero saber, deixe de errolação e desembucha logo a verdade

- Está bem... Eu sou um anjo.- O grupo de jovens começou a rir da "brincadeira"deixando Hariel um pouco menos apreensiva.

- Vem cá meu anjinho, que eu te ensino a pecar- Brandou um em meio a risos

- Deixem de palhaçada e rodem logo essa garrafa- Atalhou uma das mulheres da roda


- Eu vou comprar mais bebida- Disse hariel se levantando. Queria sair da presença de Darko quanto antes. O humano que agia como demônio parecia saber impor muito bem suas vontades.

- Eu vou com você Alicia- Acompanhou um jovem com quem Hariel Havia feito amizade.

- Essa garota realmente foi enviada dos céus

O clima de brincadeira continuou, a virtude e o jovem caminharam até uma barraquinha que havia ao redor da praça. O garoto ofereceu mas a anjo recusou a bebida. Já havia se envolvido com o mundo "humano" mais que o suficiente.

Algum tempo depois, o jovem que estava com Hariel começa a passar mal. A anjo tenta ajudá-lo mas ele cai no chão e começa a se debater, seus olhos estavam revirando e sua voz que grunhia estava rouca e gutural.

- Saiam daqui! ... vocês não pertencem a este lugar

Não muito distante, as tendas começam a pegar fogo.

Fim da brincadeira

Jovens começam se afastar do local correndo do incêndio. Abimael usa seu poder de Virtude para sentir magos e itens mágicos. Havia magia na praça. Uma magia essa que estava emanando das tentas. Carros paravam o trânsito ao redor da praça. Homens e mulheres atravessavam as ruas e quase eram atropelados. Havia gritos na praça. Pessoas ligando para a policia. Outras para os bombeiros.

A diversão havia acabado

Cap XXXI - Uma Querubim

Ao seu redor...
Um mundo de sangueMuito diferente do puro branco
que deveria envolver os seres alados
- Que ela não demore...

A dor em suas asas chegava a roubar o raciocínio. Por pior que pudesse parecer, só lhes restava esperar. A anjo não podia fazer mais nada, Bianca já estava a caminho.
Mas, será que daria tempo? Maquilael e Alexander estavam bastante feridos. Eles coseguiriam aguentar até que a querubim chegasse?

Siquer voar para pedir mais ajuda estava conseguindo. Uma raiva lhe percorre o corpo, uma raiva que logo é substituída pela dor, uma pontada aguda quer a faz cambalear. Suas pernas, já trêmulas, lutavam para sustentar o peso do corpo, enquanto seus olhos oscilavam entre os feridos e o portão.

- Que ela não demore...

Uma batida no portão de metal arranca Jel de seus pensamentos. Com dificuldade, ela levanta o portão para que Bianca pudesse passar.

- Onde eles estão? - Disse a querubim entrando

- Nos fundos

Estava preocupada demais para entender o porquê de Bianca estar aparecendo 3 anos mais velha. A menina que estava esperando se apresentou como uma garota.


Enquanto Jel fechava o portão Bianca seguiu na frente. No fundo do galpão, Alexander estava ensanguentado, caído dentro de seu glifo, à suas costas, a parede marcada com garras e sangue denunciava que o que quer que eles tivessem enfrentado, havia enfiado as garras no captare e o arrastado na parede da estrutura.

A querubim ajoelhou-se diante do irmão e deu um demorado beijo em sua testa. Pedindo para que os céus atendessem suas preces e pelos céus sendo ouvida, as feridas captare começaram a se fechar.
Voltou-se então para Maquilael que, não muito distante, começava perder o foco de sua visão, sua armadura destruída, exibia a brutalidade e a força dos golpes sofridos.

A menina se aproximou do dominação e beijou sua mão e em segunda mediu o pulso. Bianca estava séria de uma forma que ainda não se tinha visto. Até mesmo depois de ser espancada, na missão contra o mago de Anubis, ela mantinha seu entusiasmo.

A querubim juntou então as duas mão e colocou sobre o peitoral quebrado da armadura.

Uma bola de luz formou-se nas mão da garota e ela a contraiu contra o dominação. Em seguida outros flocos de luz que surgiam ao redor da querubim, começaram a ser atraídos para as mãos iluminadas. E assim ficou por alguns minutos. A expressão do Dominação pouco a pouco tornava-se mais aliviada de acordo com as feridas que iam se fechando.

- Cadê o Goku?

- Lá em cima- Apontando para o anjo envolto em cabos de aço que o estavam sufocando.

- E por que ele ainda está lá em cima? - Sem entender o porquê de ainda não o terem tirado de lá.

Jel respirou fundo, e abriu suas asas.

Quebradas, ensanguentadas, podia sentir as penas úmidas de sangue unidas umas as outras. A face da querubim tomou-se de pena por um segundo, mas logo tornou a seriedade de antes. Bianca levantou-se e voou até os cabos de aço que estavam estrangulando o querubim.

Depois de tê-lo deitado no chão, começou a prestar primeiros socorros. O ar que havia lhe sido privado agora voltava aos pulmões e depois de alguns minutos ele já havia recobrado a consciência. Num pulo agarrou-se em uma das hastes de metal e subiu.

- Jel, vem cá.

- Não, não se preocupe. - Sua dor era grande mas não era insuportável. Se Bianca ainda pudesse curar alguém, que curasse a Alexander ou a Malquiel. Eram eles os que estavam mais gravemente feridos, eles estavam precisando de um milagre muito mais que ela.

- Deixe-me ver suas asas. - Insistiu

E, como uma fria brisa suave a percorrer-lhe as asas, cessando as dores, recompondo ligamentos, reparando tecidos, Jel sentiu a cura da querubim.

- E agora...? - Respirando fundo com as mãos na cintura, analisando de vista o estado de cada um.

Bianca se ajoelhou novamente ao lado de Maquilael e terminou de gastar o que ainda tinha de energia mística para curar algumas feridas restantes. O Barulho do portão sendo erguido chamou a atenção de todos. Viel entrou a passos largos pelo galpão.

- Consegui encontrá-lo. Ele está indo para Praça do Ferreira. Como estão?

- Melhor...- Respondeu Maquilael

Bianca ajudou Viel a levantar o dominação, enquanto Jel ajudava Alexander. Todos de pé, apoiados uns nos outros para prosseguir.

- Vocês não querem que eu vá com vocês? Vocês vão precisar de ajuda.

- Vão não frente, eu quero falar uma coisa com a Bianca- Disse o captare

- Certo

O restante da falange continuou, Alexander, voltou-se para Bianca e a abraçou. Um abraço forte. E falou quase ao ouvido da garota.

- Obrigado. Eu não sei o que seria de mim, o que seria de nós sem você hoje.

- Mas, vocês...

- Você já fez o suficiente, você fez mais que o suficiente. Eu não quero que se arrisque. Eu quero que você vá para casa e espere eu voltar.

- Mas Al...

- Obrigado- E com um beijo na testa ele se despediu

Foi juntar-se a seus companheiros de batalha. Aqueles cujo sangue se mistura ao seu na batalha.
Colegas de falange, parceiros, amigos.

- Eu ainda posso fazer uma coisa por vocês.
Que a graça divina sobre vocês seja derramada
Que o Senhor os livre do mal
In nonime Patris et Fílii et Spitiui Sancto Amen.


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- E naquela tenda? Vocês sabem o que tem?

- Eles vendem umas bebidas lá...
Continua . . .

Cap XXX - Contratempos




- Todos prontos?

Reunida, a Plumas & Aço se preparava para sair para missão, contando dois virtudes, Hariel e Abimael, dois querubins, Eros e Bianca e um corpore, Vivian. O recípere Balk estava afastado por motivos pessoais assim como o captare lider da falange Zel.

Iriam regressar à praça portugal para completar a missão. Uma investigação sobre bibidas misticamente alteradas que estavam sendo distribuidas em um dos maiores pontos de encontro de jovens da cidade de Fortaleza.


A missão que havia se mostrado uma caixa de pandora na semana anterior seria agora retomada. Porém, antes de sair da catedral, um telefonema deixa Bianca notoriamente aflita.

- Pessoal, eu preciso ir ajudar meu irmão, se tudo der certo eu encontro vocês lá

- Não pode esperar até completarmos a missão, Bianca?- Indagou Abimael

- Se pudesse esperar, ele não teria me ligado agora, Acredite.
- Pode ir Bianca, não se preocupe, se precisarmos de você ligaremos.- Permitiu a vice líder da Falange, Hariel.
- Obrigada - E a querubim, literalmente correu em direção a saída

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Movimentos
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Chegando a Praça, o grupo de anjos disfarçados de humanos mais pareciam pop stars, principalmente Abimael, que se assemelhava bastante a um famoso cantor Emo-Pop.

1° Movimento- Abimael e os Emocore

Abimael - Uma estrela que não se ignora
O grupo de jovens logo o cercaram e o virtude aproveitou para se enturmar. Estranhando o assédio tanto das menina quanto dos meninos e também daqueles que ele não conseguia definir o que eram. Tiravam fotos o abraçavam, colocavam bilhetes em seus bolsos, as vezes, de um modo não tão discreto.
- Pusque eu nunca te vi por aqui?

- Amiguxo você é idêntico ao Bill

- Fofis como voxe é maravilindo

- Tira uma foto comigo

- AAH BILL EU QUELO UM BEJUX

2° Movimento. Eros reencontrando antigos "contatos"

Eros procurou se enturmar com o mesmo grupo com que tinha falado da outra vez e logo encontrou as duas meninas com quem tinha ficado da última vez.
- Olha quem voltou...
- Sentiu nossa falta?
- Claro...
- Vem aqui...
"Afrodite... obrigada minha Deusa"
Vista lateral da praça

3° Movimento. Hariel e uma brincadeira (nada)inocente
- Olá rapazes?
- O que uma ruiva tão bonita faz por essas bandas
- Procurando diversão, talvez...
- Senta aí, nós estamos brincado...
- Sério? De quê?
- Verdade ou desafio...
4° Movimento. Vivian e um rockeiros
- Fala aí tia
- Tia? Vocês não estão muito por dentro das coisas a meu ver.
- Olhaí rapaz, a mulher tem cunhões.
Outro ângulo

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Uma falange em apuros
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Bianca parou diante de um galpão. Deu uma batida no portão e ele começou a subir, era Jel que o levantava a uma altura o suficiente para que a querubim pudesse passar.
- Onde eles estão?

- Nos fundos

A querubim não esperou a anjo a acompanhas e seguiu sozinha. Alexander estava com o peito ensanguentado caído dentro de seu glifo, a suas costas, a parede marcada com garras e sangre denunciava que o que quer que eles tivessem enfrentado havia enfiado as garras no captare e o arrastado na parede do galpão.

Não muito distante, Maquilael parecia extremamente ferido, sua armadura distruida, sua boca sangrava e seus olhos já estavam perdendo o foco.

Ao redor...
Um mundo de sangue
Muito diferente do puro branco que se espera que envolva os seres alados

Cap XXIX - Mudanças

O sol ainda nascia quando o som dos dois despertadores tocaram. Ela então desliga o celular e o relógio e se levanta. Em passos sonolentos, segue até o outro quarto da casa. O babydoll parecia mais apertado que o de costume, mas ela não deu importância.

No quarto, meio envolto por um lençol que deixava o peito nu e uma das pernas a mostra estava o captare. Seu semblante era sereno e calmo, mas infelizmente estava na hora de acordar para a realidade e assumir uma postura de caçador.

Os cabelos enrolados, um corpo torneado, o perfil de um atleta. Um corpo que para uma menina não tinha importância, mas que chamaria a atenção de qualquer mulher.

O corpo


de um Homem...


As finas mãos tocaram a pele quente do captare para despertá-lo. Era uma mão macia, mas maior que a de costume. Os longos cabelos loiros caiam sobre o corpo o rapaz como um véu.
"Al, acorda..."
Notando que ele não despertaria de uma forma suave, a garota recorreu então a um método menos sutil. Se jogou em cima do rapaz, que acordou sobressaltado.

- Bom dia - Deitada sobre ele


- Bianca? - O rapaz tentou afastar-se um pouco. Deitada sobre si estava uma moça de aparentemente 17 ou 18 anos. Um corpo esbelto e voluptuoso de uma mulher, não o de uma criança com o qual estava acostumado.
- Al, eu queria te dizer que eu não vou mais ficar discutindo por causa do Kavu. Eu pensei muito ontem e ...

- Espere, espere um pouco - Puxando o lençol para se cobrir

- O quê? - sentando-se

- Quem é você? E o que fez com a minha irmã? - Girando-a

- Ãh?

- Você já se olhou no espelho hoje?

Uma beleza que chegava a superar a beleza humana

A querubim de uma forma que nunca se tinha visto.


Alexander se levanta, enrolado no lençol e vai para o banheiro. Bianca fica alguns minutos na frente do espelho admirada com as mudanças. Agora percebia o quanto o babydoll estava curto.


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Enquanto isso ...
na Catedral...
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Heriel se preparava para enfrentar um novo dia. Nunca imaginou estar passando pela humilhação pela qual estava.

Zeladora da ala dos virtudes

Era um ultraje que uma inquisidora estivesse sendo subjulgada a tal posto. Nada contra os zeladores, mas ela era um anjo, um anjo inquisidor, ainda por cima. Já lhes bastavam as preocupações do oficio, agora isso...

- Com licença - Pediu o anjo

- Oh, desculpe. - Saindo do caminho

Era estranho ver tantos novatos na catedral, o movimento era cada dia maior desde que Arytyanne saíra da cidade e Vidael assumira o poder. O real motivo pelo qual ela saíra? Não sabia ao certo, só sabia que havia algo relacionado à succubus Alexandra.

Anjos iam e vinham num ritmo acelerado. Informandos eram fixados às paredes. Captares chegavam a todo momento. Falavam em guerra, mas nada certo. Mas conhecia a burocracia bem o suficiente para saber que não se convoca guerreiros à toa.

Haviam melhorias notórias no sistema na catedral. A estrutura interna havia sido reformada. As grades externas pintadas com uma tinta que daria mais segurança ao local. A ala dos virtudes havia sido ampliada e tudo agora era monitorado.

Vidael tornava-se cada vez mais onisciente, destro das paredes sagradas da Catedral

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- Al, olha como eu fico bonita morena... Magia de luz é o poder

- Onde você pensa que vai vestida assim?

- Missão...

- Uma missão? Vestida assim?

- Certo, pera um pouco, deixa eu procurar outra. Eu não tenho culpa se a maioria das minha roupas não cabe mais em mim e as que cabem ficam apertada e curtas - resmungando

- Bianca...Eu acho melhor você não ir a essa missão...

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***
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Hoje iriam novamente à praça Portugal. Na semana anterior o passeio não havia sido nada agradável, Hariel ainda sentia embrulhos no estômago quando lembrava dos ocorridos. Sua queda do topo do shopping Aldeota, o ataque da demônio Alexandra, um anjo portando como vampiro, tudo aquilo mais pareciam cenas de um filme de terror.
Filme de terror...
É uma pena pensar que o mal está mais evidente na vida dos anjos que a própria pureza divida

- Por favor, poderias distribuir estes informandos para o restante de tua falange?!

- Sim Claro.

O anjo entregou os papeis e saiu para distribuir o restante nas outras salas. Na sala de reunião da Plumas e aço todos os membros já estavam presentes, Hariel repassou os papéis e começou a ler


...

Art 21. Não será permitido a uso de roupas infames

Art 22. Todos os anjos deverão portar uma identificação informando o nome, a casta e a falange a qual pertence.

Art ...

Um memorando com vários códigos de "Não será permitido" e "Será obrigatório"., todos leram perplexos. Uma ditadura estava sendo implementada.

E, quando uma regra é imposta

Sempre aparece alguém para querer quebrá-la

Cap XXVIII - Recuperação

O toque do celular faz Bianca despertar. Seu corpo doía, manchas roxas e amareladas marcavam a pele rósea da menina. Abriu os olhos sem coragem para levantar. As dores a fez lembrar a época de seu treinamento, onde seu avô não permitia que ela curasse suas feridas.

O relógio marcava 8:00. Sobre o criado mudo, uma bandeija aguardava silenciosa o despertar da menina. Um copo de achocolatado, algumas frutas e dois sanduiches já frios. Alexander deveria tê-los preparado antes de sair.

Olhou o celular para ter certeza de que já não haviam ligado. Folga parecia uma palavra inexistente no dicionário de um anjo. Mas não havia nenhuma ligação. Jogou o celular sobre o colchão da cama de casal e se deitou novamente.

Curar...
Não curar

Lembrou-se dos ensinamentos de seu avô.
Evoluímos, quando chegamos várias vezes ao nosso limite, sem ultrapassá-lo.
Quando isto ocorre, o limite se expande.

É como um elástico, se você o esticar todos os dias até o seu máximo, ele vai começar a ceder.
Mas se você o forçar além do seu limite ele quebra, e todo esforço terá sido em vão
Com algum esforço levantou-se. E foi para o banheiro. A água gelada fez a menina estremecer. Embora pudesse usar o chuveiro quente, não gostava da ideia de um banho quente, numa cidade naturalmente quente.

Enfaixou as fraturas mais expostas e agradeceu a Deus por não ser a única querubim da falange quando notou todos os seus dentes no lugar.

Ainda estava de toalha quando pegou seu diário e começou a escrever
"O que eu faço?" ela perguntava
"O que você achar que é certo." Pensava em seguida.
Olhou para espada proxima a cama.
- É... vamos treinar minha querida Shivani...

Treinar nas condições em que estava era um desafio. Os músculos forçavam e reclamavam o esforço. Vez ou outra parava um pouco e comia algo. Mas, logo, voltava ao treinamento.

O cabelo era molhado pelo suor das costas mesmo estando preso, a camiseta agarrava apele, uma pele esfogueada, quente. A respiração ofegava e fios de cabelo resistiam a manter-se amarrados e se soltavam com os movimentos mais bruscos realizados pela garota.

Enxergava o ambiente a sua volta pela pele, pelo som. A venda nos olhos testava a precisão de cada golpe.

Sua habilidade com a espada estava ficando cada vez melhor.

Quando a noite cobriu os céus, a querubim encerrou seu treinamento. Tomou um banho e começou a fazer suas orações. Já estava num limear entre o sonho e a realidade quando escutou a tranca da porta abrindo.

- Bianca?- Colocando as chaves e o terno sobre a mesa.

- Hum?- Disse a menina de bruços, sob o lençol e cobrindo a cabeça com o travesseiro

- Como você está?

- Cansada, inchada e toda roxa.

O captare riu da brincadeira
- E por que você está assim?-Desabotoando a camisa

- Tava treinando, descobri que eu tenho nervos que nem sabia que existia.-Ela faz ma pequena pausa e complementa - Eles estão doendo agora.

- Vamos jantar?

- Tô sem fome, eu passei o dia comendo.

- Assim você engorda.

- Eu estou em fase de crescimento...- Resmungou afogando a cabeça no colchão

- Sei... Posso ajudar em alguma coisa?

- Não precisa, não; mais tarde eu me curo.

- Você... não precisa se esforçar tanto

- Alzinho, meu amor. Naquela falange, enfrentar a morte é cotidiano, pelo que eu estou vendo.

- Eu vou para o quarto, qualquer coisa, chame.- Dá um leve abraço nos lençois

- Boa noite, Al- Levantando o travesseiro

- Durma bem...
... minha pequena ...

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E como eu sempre digo... a vida é irônica
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Cap XXVII - Entre Mortos e Feridos, um castigo.

"Aqui quem fala é Roberto lima,
houve uma explosão no centro da plataforma,
saiam todos o mais rápido possível


Repito, todos os operários devem sair o mais rápido possível"


- Quem foi que me arremessou? - Acael olhava a destruição que havia tomado o local - Foi você Balk?

- Não, foi a sofia.

- A pequena? Conta outra...

- Você fala assim, mas a Sofia não é tão indefesa como você pensa

- Vocês poderia me ajudar agrupando eles de dez em dez?- Disse Hariel de aproximando do dois que conversavam- Eu só consigo apagar a mente de dez por vez.

Acael e Balk se juntaram a Goku, Alexander e Maquilael que estavam agrupando os operários numa espécie de "montinho".

Bianca com dificuldade vai até Viel que já estava acordada, e beija a mão da Corpore. O beijo mancha de sangue a mão da morena, intuitivamente a querubim coloca a mão na boca e sente alguns de seus dentes caírem. Uma ância lhe toma o estômago e a querubim se apóia nas paredes para não cair.

Eros, que havia aparecido quando a confusão acabou, estava verificando o estado de Jel.

Uma dama em apuros

- Eu preciso de aparatos para fazer essa cirurgia. As costelas perfuraram os pulmões, eu não posso abrir ela com uma espada.

- Quega nha nia ousa- Bianca tentava falar tampando a boca com a mão.

- O quê?

- Quem algol, agugão e gistuii nha nia gou-a

- Alex, você está entendendo o que a sua irmã está falando?

- Ela... ela disse que está bem

- ÃO! O QUÔ GUIGUENGO PA OAA A NIA GOUSA!!

- Bianca você não está bem, descanse um pouco. Você está sangrando, porque você não se cura?

A menina o encara por alguns segundos, não podia se curar porque já havia usado tudo o que tinha paraa curar Viel, Maquilael, e para manter a Jel viva. Se ela se curasse, não poderia mais ajudar ninguém.

Porfim, a própria Bianca pegou a bolsa e entregou a Eros. Bolsa essa contendo um estojo com 5 bisturis e mais uma série de outros aparatos médicos.

O querubim começou alí mesmo a operação. Usou a adaga demôniaca de Balk para conseguir furar o braço de Acael e tirar o sangue com uma seringa elemental de água. Cortou o torax com um bisturi e retirou as costelas que estavam fincadas nos pulmões, uma a uma, curando o ferimento e as costelas no local. Bianca o ajudava como uma enfermeira. Depois terminar a parte interna, Eros ingetou o sangue no local, curou corte feito com o bisturi e fez uma massagem cardíaca. Todos assistiam com um tanto de aflição.

A operação terminou bem, e depois de alguns minutos, Jel já estava recobrando a consciência. Hariel apagava a mente dos operários presente e contabilizava os mortos
"Isso não é bom, nem um pouco bom"

Enquantos todos se ocupavam, Balk saiu a procura de pistas. Encontrou um baú com objetos egipcios

- Sofia, você consegue localizá-lo com algum desses objetos?

- Não, estão todos limpos

Balk continuou analizando as raridades que estavam no baú. Aqueles não eram os ítens mágicos de Acael, certamente eles ainda estavam com o mago. O recípere respirou fundo...
- Isso vai dar trabalho

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- Eros, você pode fazer algma coisa pela Bianca?

- Ah, tah pedindo a minha ajuda agora é?

O captare se controlou, respirou fundo, por mais que Bianca estivesse alardando que estava bem, era notório que ela não estava.
- Por favor... A minha irmã...

- Eu só vou fazer por que é pela Bianca ... BIANCAA!

- HUM!- Respondeiu a menina

- Dorme!

Istantaneamente a querubin fecha os olhos e perde os sentidos caindo, nos braços de Alexander que a segura em pleno ar.
- Obrigado - Disse o Captare olhando para a menina, que pela primeira vez desde que começou a missão, estava quieta.

- Eu terminei - Disse Hariel se aproximando - Eu vou entrarem contato com a catedral para informar os ocorridos.

- Eu já fiz isso - Lafiel estava se juntando novamente à eles - Vamos voltar.

- Só um minuto - Disse Eros interrompendo Lafiel e se aproximando da querubim novamente - Senta ela no chão.

O captare obedeceu. O querubim recolocou os dentes que haviam caído
- É o que eu posso fazer.

Todos levantaram vôo e regressaram a catedral. Apesar de tudo, a volta para Fortaleza tinha um clima leve. Todos estavam bem, todos estavam vivos- pelo menos. Acael esbravejava juras contra o mago que o controlara. Eros enfatizava seus serviços. Goku, que tinha sobre sua cabeça uma auréola presa com um arame, ficou muito animado quando Eros disse saber onde estava uma das esferas do Dragão.

Balk foi para sua casa acompanhado por Samantha. Sofia desapareceu como de costume.
Alexander levou Bianca, ainda desacordada para casa. Hariel, Lafiel, Eros e o restante dos Espada Celestiais ficaram na catedral.

O sol já estava se pondo e o dia tinha sido bastante longo.
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Vice-líder Hariel
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Chegando a catedral, depois de tomar banho e descançar um pouco, Hariel foi chamada a sala de Sael para prestar esclarecimento pelas mortes ocorridas na plataforma.
Diante das acusações, ela respondeu a altura de seu questionador. Mas quando se confronta um superior, deve-se ter consciência de que a corda sempre arrebenta no lado mais fraco

- Essas pessoas não teriam morrido se a sua pupila tivesse atendido às ligações e comparecido na missão.

- Ela tinha coisas mais importantes a fazer.

Mas toda a fúria e coragem de um passarinho se fazem inúteis na frente de um gato, então, por "desacato à autoridade" Hariel recebeu uma punição.
Durante uma semana ela teria que fazer a limpesa da ala da sua casta.
Toda a ala dos Virtudes.

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