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Cap 6 - Memorias

Memórias

Uma mulher lira de cabelos ondulados lhe cobria a noite, dava-lhe um beijo em sua face e na face da outra ciança a seu lado.

Duas meninas corredo pelos corredores de uma casa sem janelas, se jogavam em cima de um homem de cabelos repicados qua dava gargalhadas a quem elas chamavam de pai

Um filme inspirando um acampamento na cozinha e uma fogueira feita de cadernos velhos.

Uma cortina de sombras acompanhada de um corredor de ponts luminosos

Uma escuridão, um ataque. Pesadelos...

Ovos de chocolate. Uma caçada atrás de presentes.

Uma criança sendo espancada diante de seus olhos. Uma casa em chamas. Dois corpos em um quarto de sangue.

Alucinações, depressão... Um recomeço

Uma professora de magia. Um contato filho do assassino de seus pais.

Fortaleza, uma falange, missões, mortes, investigações, um mago de anubis...Um adeus sem rastro. Um barco nordico, uma humana com alma vendida, um amigo para todas as horas

Uma viagem à Africa, um resgate em Arkanum,

A descoberta de uma irmã viva. Um resgate, uma declaração de amor a outra pessoa

uma caçada em Londres...

Uma estatueta de pedra, um gênio. Um captare como pagina em branco. Um contrato. As sete chaves do céu. A falha em um resgate.

Uma caçada por uma purificação.

Uma familia em alerta. Um ataque. edras de um palacete caindo por terra.

Um demonio no céu, a morte de uma orare.

Uma lagrima. Uma pagina negra.

Cap 5 - Beatriz

Uma irmã...

Papo esclarecedor - - -

- Hei, branquinha... Tem sorvete na geladeira, vem cá, pega um pouco...
- Spinew... não é?!
- É. Olha tem de chocolate e flocos...
- Obrigada... Err, Spinew, nós eramos muito amigos?
- Sabe... Na verdade a gente teve uns lances... Aí eu te dei um pé na bunda ... - Começa a sair da sala - Esse Alex... fica trazendo essas irmãs gostosas que ele tem...

A pergunta que ficou no ar:
Eu gostava desse tipo de cara?

- - -

Ja fazia algumas horas que Alexander havia entrado no escritorio de Eriol. Um mago que aparentemente parecia ser bastante influente e poderoso. Bianca estava começando a ficar impaciente e ociosa. Spinew havia saído e a deixado sozinha. Já havia usado suas habilidades de localização que lhe permitia ver alvo para descobrir a quantas andava a conversa entre Eriol r Alexander. Ao que puder entender, o mago havia pedido para que o captare lhe conseguisse uma pena de um Grifo de gel das montanhas de Arcadia. Depois de ter visto as condiões nada favoravel de como se conseguir a pena Bianca recobrou a consciencia na sala e aguardou mais uns minuto. Depois de ter decorado todos os detalhes da sala que se podia ver do sofá, a querubim começou a explorar os outros corredores da casa.

Um quarto lhe chamou a atenção. Avia algumas roupas espalhadas pela cama. Roupas decotadas ou curtas, roupas de quem se dedica a arte de seduzir. Um perfume citrico, suave. Uma aura forte e determnada que a mãos da jovem absorveram quase inconscientemente. Quase tão automatico como a curiosidade em ver a pessoa por trás daquele perfume.

O lugar era pouco ilumnado. Uma jovem de idade semelhante a de Bianca, cabelos loiros e lisos, pele bronzeada, corpo escultural estava diante de um homem de meia idade. Aparentemente estavam em meio a uma negociação.

- Se você veio me proper uma acordo é porque você ´precsa de mim.

- Eu posso estar apenas procurando me divertir

- Uma garota como você não iria procurar diversão com um velho como eu. O que você tem a me oferecer?

A pele da garota foi pouco a pouco ganhando um tom azulado. Suas curvas acentuaram ainda mais, seus cabelos cresceram e ganharam um tom mais branco. Por baixo de sua saia um rabo fino e pontiagudo que como uma serpente começou a dançar vagarozamente no ar.

- Não estou interessado nesse seu corpo.

- Estou falando dos poderes

- Não pretendo me tornar um demonio, por isso, dispenso esses poderes. Poderiamos falar sobre seus rituais.

- Meus rituais? - Voltando a forma humana

- Sim, eu poderia fazer o acordo. Todos os seus rituais e uma quantidade relevante de sua energia mística

- Quanto de minha energia mistica?

- Metade. De uma forma constante

- Isso não seria coveniente.

- Esse é o meu preço. Foi você que veio a mim.

- E você me analizou desde o momento que eu entrei por aquela porta. E você deve ter ficado bastante intereçado já que colcou em questão minhas habilidades misticas mesmo antes de eu mencioná-las - O homem ficou calado, olhando meio perdido entre as palavras e as curvas da mulher a sua frente.- Entenda... - Ela continuou enquanto debruçava-se sobre a mesa de forma que seu busto ficasse exposto - Eu tenho rituais muito poderosos. Tudo qualquer sombra pode ser uma arma ou uma porta de saída para mim.

- Isso... isso é bastante interesante.

- Pense bem... poderiamos comemorar o selamento desse acrdo de uma forma bem agradavel

- Para mim, seu corpo não é uma moeda

- Não faço intenção de uzá-lo como moeda. Pensei apenas em um pouco de diversão como brinde.

Bianca via a cena chocada. Somente um pensamento coria sua mente. " Minha irmã é uma prostituta? "

- Você pegara esse 10 espíritos para mim. - Estendendo uma lista sobre a mesa - Em troca, eu te darei todos os meus rituais... E uma festinha...- Completou com um sorriso malicioso

Assinado e marcado com sangue o contrato foi selado.

A querubim cancelou a visão, estava atonita... Sua irmã havia negciado o proprio corpo?! O nome "Bianca" ecoou pelos corredores da casa. Apressando-se, a querubim saiu do quarto as pressas e voltou à sala. Haviam se passado quatro horas desde que Alexander entrara no escritrio de Eriol. O captare estava com um olhar cansado, triste. Eriol estendeu a mão à jovem.

- Vamos recuperar suas memorias?

Cap 2 - (Re)Inicio

(Re)Inicio parte 2

A brisa de uma eterna manhã corria pelos campos como um manto cobrindo a terra. Pássaros cantavam ao longe. Uma cachoeira escorregava por entre pedras e deslizava majestosa entre uma fenda colossal.

Nesse cenário, como quem mergulha para o infinito, uma jovem que estava sentada a beira do precipício se joga displicente. As duas asas de um branco alvíssimo cujas penas se tornava difícil distinguir começaram a bater em um descompasso acelerado. Sem a sincronia necessária para um primeiro vôo o par começa a girar. O chão ficava cada vez mais perto, as pedras pareciam apreciar o espetáculo com uma frieza mórbida. Até que a queda é interrompida por uma mão e segura as asas em pleno ar.

- É, não deu... - Comentou a querubim com um sorriso.
- Bianca... Você deveria ir mais devagar - Alexander pousou a garota a margem da queda d'água
- Eu queria fazer aquelas cenas cinematográficas - O rapaz respondeu com um sorriso terno.
- Vem, vamos para casa... - Disse se aproximando
- Mas a nossa casa não foi destruída?
- Não, aquela é a casa da família, temos uma casa aqui em cima, uma casa que pertenceu a nossos pais. Mas nós morávamos na terra. Numa cidade chamada fortaleza...
- Porque eu sinto uma preocupação latente quando penso nessa cidade?
- Como eu disse, nós temos alguns problemas, mas você não precisa se preocupar, não precisamos voltar agora. Você pode descansar...
- Eu gostava da terra?
- Acredito que sim... - O rapaz ajeitou uns fios de cabelos que displicentes se jogavam no rosto da jovem que retribuiu com um sorriso singelo, honesto, sincero -... Sabe Bianca, eu estive pensando... Você não quer ficar por aqui?
- Como assim?
- Você está mais leve, mais feliz aqui, eu pensei em descer, resolver os problemas que nós temos na terra...

Uma angustia lhe tomou o peito, a simples menção a se separar do rapaz a sua frente lhe apertava o coração tão forte que roubava o ar. Seu peito acelerava como se quisesse gritar em protesto.
Abandono

- Quando a gente estava na terra, eu estava ao seu lado?
- Sim
- Então por que eu não posso ficar?!
- Está bem, vamos voltar a terra e resolver o que temos que resolver logo... Acha que já consegue voar agora?!

Os olhos fechados, os ouvidos decorando a queda d’água, o som ritmado da batida do coração. Uma asa, depois a outra, no mesmo ritmo, imitando o coração... Um... Dois... Três... Os pés saem do chão...
A jovem estava pairando no ar, as asas lentamente iam se acostumando ao movimento tantas vezes repetido. O corpo lembrava, a mente esquecera. O rapaz admirava a felicidade da garota com um sorriso discreto. Ela estava leve de uma forma como ele nunca a vira. Mais radiante que o de costume.

A garota subiu aos céus, subiu até onde suas asas conseguiram levá-la. Do alto, viu a construção destruída. Paredes adornadas de um palacete destruídas pelo chão. O branco mármore, as colunas, os vitrais se misturavam ao verde da grama. Um palacete resumido a pedaços de pedra, a seu lado, a cachoeira parecia chorar pela queda do companheiro. Um pesar entristeceu os olhos da jovem.
Mais abaixo, o rapaz o rapaz olhava encantado com a inocência da garota, a altivez, a curiosidade de quem vê o mundo pela primeira vez. Ele tinha aparentemente 23 anos. Cabelos castanhos e olhos de u azul celeste, suas asas lembravam as asas de um falcão, castanhas, em tons de variadas cores. Ele fez um gesto para que ela o seguisse, e ela obedeceu.

No caminho, algo semelhante a uma pequena floresta lhe chamou a atenção, entre as arvores alguns troncos cortados lhe passavam uma saudade que apertava o peito. Algo que não sabia explicar.
- Esse não é um bom momento para visitar-mos esse lugar. Vamos logo à cabana...

A querubim acelerou o vôo, imaginava começar uma corrida em pleno vôo e saiu em disparada. Facilmente ultrapassou o captare. Já estava a alguma distancia quando notou que o rapaz seguia lentamente admirando a paisagem. Desistindo da corrida ela passou o restante do caminho voando em volta do captare ou simplesmente implicando passando a ponta do cabelo pela nuca de Alexander.

O sol ainda não havia terminado seu despertar, o vento frio de uma eterna madrugada misturado ao calor dos primeiros raios de sol envolviam a pele. Voando em um horizonte tinto em uma aquarela de cores dois anjos brincavam pelos céus, enquanto Deus derramava suas bênçãos

Bem aventuradas as crianças, pois delas é o reino nos céus.

Bem aventurados os inocentes, pois deles é a verdadeira felicidade.

Sem ouro ou jóias, sem cargos importantes ou posições de poder, sem terras, bens ou aquisições.

Simplesmente sentindo o vento na pele e o abraço do sol. Um sorriso no coração e uma felicidade indescritível por estar simplesmente vivo, por estar simplesmente perto de um alguém que se quer bem. Mesmo que simplesmente fazendo "nada" ou dando simplesmente piruetas pelo ar.

Continua...

Cap 1 - Despertar

Despertar parte 1

Um frio acolhedor envolvendo o corpo. Um barulho que pouco a pouco vai aumentando. Os olhos abrem. Um clarão que lentamente vai tomando forma...
Paredes destruídas, uma orbe celeste com estrelas tão brilhantes que por uns instante se parece possível tocá-las. A seu lado, pessoas com rostos aflitos, um jovem de olhar triste e preocupado. Uma mulher de olhos lacrimosos e amenos, outro homem guardava alguns instrumentos indiferente.

Um vestido branco lhe cobria a pele, milhares de pedras pequeninas como cristais marcavam a cintura da vestimenta que se soltava a altura do quadril. Os cabelos brilhavam como a própria luz do sol. De um dourado tão vivo que pareciam fios de ouro. A menina respira fundo e duas asas emergem de suas costas, de um branco tão puro e intenso que parecia ter luz própria.

Aqueles rostos lhe pareciam estranhamente familiares. Quem eram aquelas pessoas? Quais os seus nomes? Qual o seu nome? Um turbilhão de perguntas começou a emergir em sua mente.
- Bianca... - Disse o rapaz de olhar preocupado

Esse era seu nome? Bianca?

- Você é um anjo, nós estamos na casa de nossa família...

Os olhos atentos vasculhavam o lugar. Um cenário que parecia remanescer de uma guerra. Haviam anjos feridos desacordados, tendas espalhadas pelo local, crianças rezavam e tocavam os feridos e lentamente suas feridas desapareciam. A jovem desfilava entre os anjos atenta a cada detalhe, um olhar curioso, inocente, brando. O rapaz seguia alado a seu lado em silencio.
Bianca abaixou-se ao lado de um dos enfermos e ficou observando a criança a seu lado num toque lhe diminuir as enfermidades. A garota imitou o gesto e ficou a espera de algo acontecer.
O que estava esperando?

Vendo que nada ocorrera a jovem levantou-se e começou a caminhar novamente. Suas atenções agora se voltavam para fora da casa. Pulou os escombros do que um dia fora a parede de um palacete e seguiu pelo jardim. A alguns passos uma cachoeira deslizava por um despenhadeiro e formava um pequeno lago antes de retomar seu caminho sobre a forma de um rio.

Sentada na beira do despenhadeiro se podia ver por entre vales o sol pintando o céu com seus primeiros raios. Tons de laranja e turquesa se misturavam ao céu azulado salpicado de pontos de luz, estrelas remanescentes de uma noite que nunca existira.

O rapaz sentou-se a seu lado, a presença daquele estranho que era extremamente agradável. Passava segurança, confiança.

- O que aconteceu?

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