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XXXVI - A palavra de um Nimbus


O céu em fortaleza tinha poucas estrelas naquela noite. Como se elas se recusassem a presenciar a cena que se seguiria.

Se um anjo chegasse naquele momento veria uma das mais belas reuniões. Todos os alados da capital cearence estavam aquela igreja.

As cúpulas todas iluminadas como se estivesse alí a própria presença divina. O branco das paredes contrastava com o colorido dos vitrais que ques denhavam em meio a orbes adornadas os apostolos.

As estações da paixão de cristo estava afixadas as paredes em escultura de relevo. Afora os vitrais, não havia outra imagem de santo dentro da Ingreja da Sé, somente uma do cristo e outra de nossa senhora nas pontas da cruz que era o formato da Igreja.

Apesas de toda glória e do rosto orgulhoso do Nimbus Vidael que olhava para a legião de anjos frente ao altar com um orgulho e uma satisfação, o clima entre os anjos era de apreenção.

A maioria dos anjos estava agrupada com suas falanges, Vivian estava no altar, próximo de Sael, seu mentor. Seus tres dias de folga não lhe fizeram nada bem. Haviam enviado uma especialista em barreiras para a Plumas e Aço essa era mais uma pova que aquela falange não lhe pertencia mais. Seu lugar agora era como "Responsável pela Ala dos Corpore" uma promoção que havia lhe caido em uma hora bastante complicada.

Vidael estava Radiante. Sua auréola - símbolo de sua casta - resplandecia como o plóprio sol. E sael a seu lado, estava estasiado com o socesso de seu mentor.

-Meus filhos, é com muita alegria que eu me coloco hoje aqui, diante de todos vocês. Durante muito tempo esta cidade esteve emergida em uma lama de corrupção. Mas esses dias chegaram ao fim. Com a minha administração essa cidade será digna de ter criaturas aladas sobre elas. E todo mal será extinto. E toda treva será dissipada. Não haverá mais cheiro de sangue ou enxofre no ar. Iremos purificar esta cidade. Derramar sobre todas essa criaturas malignas o calice da ira divina. Iremos mostrar o poder dos céus.

Somo anjos, e anjos não fazem aliança com demonios, anjos não podem ser complacentes e permitir destro de sua casa, sim porque essa é a nossa casa essa é uma cidade de Deus então, nóes não podemos permitir dentro da casa de Deus demonios insultando sua santidade, vampiro bebendo o sangue de inocentes. Agora essas criatras se levamtam contra nós. O s vampiros pretendem atacar nossas fortficações, e nós? O que faremos? Ficaremos sentados enquanto eles nos afrontam diretamente?

- NÃO! - Gritou em coro a grande massa

- Iremos convidá-los para esntrar e tomar um chá? Ou iremos agir?

- IREMOS ATACAR!!

- A diplomacia não serve para esse tipo de criatura. Então?! Vamos ficar esperando que eles destram milhares de vidas ou iremos guerrear para sauvá-las

- VAMOS GUERREAR!!

- Vocês meus filhos, são armas da gloria divina, vocês tem o poder e o dever de impor a vontade do criador. O tempo de complacencia e pacividade acabaram, meus irmãos. Não podemos permitir que eles continuem matando, alimentando-se da criação divina, nossa missão é proteger os homens e mulheres desta terra.

Então haverá peleja de morte até que não haja mais nenum demonio vivo, nenhum vampiro capaz de levantar a mão contra um inocente, nenhuma criatura maligna de pé. - AEEEEEEEEEEEEEEEEWWW

Havia algo na voz daquele anjo que enchia o coração de quem escutava. Houveram grutos e aplausos, outros levantavam suas armas ao alto e brandavam gritos de guerra. Poucos foram os que ficaram calados, aqueles cujas mentes eram suficientemente forte para não se deixar motivar por aquele discurso. Poucos que conseguirm enxergar por trás daquela purificação divina um rastro de sangue derrubando todos os que estivessem no caminho.
Superioridade

- Vamos embora. - Disse Maquilael, líder dos espadas celestiais
- Bianca eu vou com a falange, depois nos encontramos em casa, certo?!
- A gente vai pra casa da Amytyel daqui.

- A Vivian está estranha...- Eros conhecia Vivian de muito tempo, não precisava se esforçar para notar a tensão latente em sua face
- Calma garoto... Ela está passando por uns pobleminhas.
- E... vem cá, Balk. Por que você está com essa querubim a tira colo?
Balk respirou fundo, parecia ter um ima para confusão.
- Longa história - Ele respondeu

Todos caminhavam para os carros, Mikaeli logo correu para o lamburgine do recipere. A menina era uma clériga de Baco, quase uma bacate. Micaeli sentou na frente, junto com Eros. Bianca, Amytyel e Abimael seguiram no outro carro com Hariel. Deu partida... "E cada uma que me aparece ... Eu vou por essa na sua conta, Zel..."
- Balk, eu vou para cidade de prata tentar um treinamento para mudar de casta. Estou preocupado com Mikaeli, ela se apegou bastante a mim nesses ultimos tempos.
- Não se preocupa zel, ela vai ficar bem
- Você pode cuidar dela até eu voltar?
- Er... Está bem... Acho que não vai ter problema...
"Maldita boca a minha..."
- Balk eu posso ficar esses dias na sua casa, a catedral não me entende...
- Olha, minha mulher está viajando ... eu acho....
- Jogaram todas as minhas coisas fora... e ainda querem que eu use aquelas roupas feias.... Por favor... por favor... por favor....
- Certo, mas você vai ter que se comportar....
Lembrou-se do estado em que estava sua casa, no dia anterior Eros e Mikaeli haviam tomado um porre, se já não bastasse ainda fizeram os funcionários da casa se embriagarem e fazerem um bacanal pela casa. Quando acordou, teve a impressão.de andar por um museu de pornografia. Pela casa, seus empregados estavam em posições eróticas diferetes enquanto dormiam no torpor do alcool.
Uma cleriga de baco...

"Ainda bem que Samantha está viajando...." Completou o pensamento enquanto dobrava a esquina.

XXXV - Amytiel

Amytyel era uma captare especializada em Barreiras Astrais, impulsiva, companheira e de temperamento forte, se fazia uma mochileira viajando e prestando ajuda em todo país. Recrutada como contingente militar para a guerra que o Nimbus Vidael pretendia realizar, Amytyel logo que chegou se instalou na ala dos captare.

Depois de ter pasado o dia inteiro fazendo uma espécie de vistoria na ala dos querubins recolhendo objetos e coisas que a igreja havia considerado impróprias para permanecer em solo sagrado - coisas como gibis, ligeries, objetos de culto a outros deuses e etc - Amytyel saiu em missão, alguns demônios estavam prejudicando pessoas na praça do ferreira. Um dos pontos turísticos da cidade.

A líder dos captares, anjo responsáveis por guardar a praça havia pedido ajuda, e a ajuda havia chegado.

Vidael, que estava no poder enquanto a principado havia viajado, estava transformando a cidade numa força militar. Preparando-se para abrir fogo contra todas as criaturas malignas da cidade. O nimbus não concordava com os acordos de "não- agressão" ou de falsa-paz presente em fortaleza.

Três demônios como caça, três demônios abatidos. Já estava voltando a catedral quando soube da presença de dois Angellins na cidade. Descobriu que os filhos de Adriel e Alice, aqueles que durante algum tempo foram seus mentores, estavam na cidade e logo encontrou um modo de ir encontrá-los. Coincidência ou destino?


- Al... esse ou esse - Bianca exibia um vestido em cada mão. Um bastante decotado, o outro, gola alta mas, bastante curto.

Alexander passou a mãos nos cabelos olhado para os ois vestido ignorando cara de satisfação de Bianca em deixá-lo confuso ou constrangido.
- Este.. disse apontando para o curto... com uma calsa por baixo.

- Aaaaah! Estraga praser...

Amytyel não demorou para chegar ao shopping, a distancia pode facilmente reconhecer Alexander, mas bianca estava ccompletamente diferente do que ela conhecera,estava com um corpo de mulher embora brincasse pelas estantes de lingerie divertindo-se com o jeito acanhado do irmão. Pegava e exibia algumas peças que Alexander simplesmente se recusava a imaginar a menina usando.

Boneca de Luxo

Depois de feitas as compras, a captare e a querubim se dirigiram até a casa de Hariel para se reunir com a falange e só depois partirem todos juntos para uma reunião geral que ocorreria a na catedral. A virtude estava decorando a casa com Abimael e Eros. Os quartos e o básico de uma cozinha eram os únicos móveis da casa.

- Ele é um louco, eu não acredito que ele seja capaz disso... - Abimael estava boquiaberto
- De Vidael eu não duvido nada - Comentava Hariel com uma ponta de rancor na voz
- Se ele está realmente recrutando anjos, ele pretende abrir fogo de verdade - Amytyel esvatava sentada no chão, Amimael escrevia alguma coisa em seu netbook que ela não se intereçava em ver.
- Mas se os vampiros estão tramando alguma coisa
- Os vampiros não estão tramando nada, Amytiel. Entenda uma coisa. Vidael so queria um pretexto. Arytyane saiu da cidade então ele está bancando o "dono da casa"
- Como você te tanta certeza de que os vampiros não estão planejando nada?
- Eu só sei, tá?!
- Não julgue o Eros, Amytyel, o fato é que Vidael é muio mais perigoso que muito vampiro.
- Então o que ele pretende?

O que se podia esperar de um ditador?
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Meus Filhos, venhos a presença de todos vocês hoje contando com a sua atenção para uma situação que se faz inaceitavel dentro desta cidade.
'
"Aqueles que não estão comigo estão contra mim"

Ecoava em um tom sutil embriagado a sua voz
Mas quando as regras são impostas
Sempre aparece alguém para querer quebrá-las...
Quem vai levantar a mão?

Desculpem, acho que não me expressei direito, permitam-me contar de um outro jeito...
Continua...

Cartas póstumas

Meu nome? Bianca Cohen Angellin
Meu status atual? Morta

Cartas póstumas? Não exatamente. Na realidade eu estou em algum lugar da Arábia. Ao lado de Balk, Mickey e acreditem ou não... Patricia. Se ela está ao meu lado ideologicamente também, isso eu ainda não posso dizer.

Diante de um espelho, vejo meu cabelo que antes passava da altura dos quadris agora se deterem nos ombros. Pelo estado da minha roupa, completamente rasgada e ensanguentada, percebo que passei por maus bocados.

Passaram-se dois dias desde que despertei.Fui transformada em pedra e de pedra em pó. Agora, todos nos reunimos para viajar. Regressar a Londes. Chego a sentir um frio na espinha quando penso em pisar novamente naquela terra de demônios. Entretanto, minha espinha não gela apenas por esse motivo. Uma vertigem me corre o corpo todo ao pensar na próxima parada

Mytical.

Mas, chega de descrever como eu estou no momento. Será melhor eu contar como eu cheguei até aqui. Vou tentar contar de uma forma sucinta como tudo aconteceu. Que e me lembre... Paramos na chegada de Amytyel


Segunda carta - A captare

Estrelas


Sentada nos degraus da catedral, sem um rumo ou direção. Nesse momento eu não sou diferente dos humanos que vêm a essa igreja rezar a procura de consolo e orientação.
Parei de tentar um diálogo com Julius, sua raiva e desapontamento para com a minha pessoa não se fazia explícita, mas eu podia sentí-las. Porfim, parei de falar e deixei que ele se recolhesse a seus aposentos.

No entanto, eu permaneci no mesmo local. Apoiada nas paredes daquela
imensa construção que e fazia sentir mais segura.
A casa de Deus. A morada dos anjos. A minha morada.

Anjos, alados celestiais, as estrelas-guia de gerações.
Todos os anjos deveriam ser como estrelas. Iluminados, firmes, intombaveis e intocáveis.

Mas, no realidade, talvez os anjos não sejam
como estrelas e sim como as pérolas. Apenas grãos de areia que vão se moldando, se transformando. Dia a dia, sacrifício a sacrificio, aprendizado a aprendizado. Seu caminho trilhado é que o transforma em algo especial e raro.

Uma perfeita obra da criação divina.


Talvez nem todo anjo nasça perfeito em sua magnetude. Anjos não são perfeitos, perfeito só existe Deus...

As imponentes estrelas, as pérolas perfeitas e puras que conseguem brilhas no abismo do mar celestial, as inatingíveis estrelas me lembram a familia, me lembram meus pais. Algo que parece estar tão perto. Algo que sempre está lá quando você olha, mas, não importa o quanto você tente, você nunca irá conseguir tocá-los.

Meus pais... Eles saberiam a melhor e mais justa forma de agir nesse momento, se eles estivessem aqui, nada estaria como está.

Mas eles não estão...

As pálpebras já pesadas teimam querendo descansar. Um dos guardiões se aproxima e me aconselha a entrar. O vento frio da madrugada me arranca para a realidade. O mundo era frio e sombrio como aquela noite. Sombrio e solitário.

No corredor, longe da vistas de todos, minhas lágrimas que insistiam em cair não tinha consolo. Pela primeira vez em 15 anos eu senti a solidão de não ter ninguém.Mas, a 15 anos a trás, eu ainda tinha Alexander a meu lado.

Mesmo se no vale da sombra e da morte tiveres que passar,
mesmo que muitos te deixem ele não te deixará.

Só Deus estava a meu lado agora. E em algum momento eu iria entender o quebra cabeças que ele estava pondo em minhas mãos para que eu entendesse. Deus ama a todos os seus filhos mas isso não significa que ele passe sua mão sobre a cabeça de todos. Ele deixa que seus filhos tentem e descubram seus caminhos, e se esses filhos tiverem que se machucar para tal, ele não irá por a mão para aparar a queda.

Deus é um pai perfeito.


Silenciosa, a espada em sua mão pesava ao corpo cansado, que estranhava os novos contornos do cabo. Uma mão que empunhara por longos anos a mesma espada agora procurava se adaptar à nova arma.Olhei para a arma como se procurasse alguma reação, alguma resposta às minhas aflições. Mas nada veio.
Você tem um nome? O que você acha se ser uma seseguidora de cristo? A Shivani era uma propagadora da fé, você poderia ser uma seguidora de Cristo. O que acha de Christie, é o nome de uma guerreira da minha familia da qual meus pais falavam com muita admiração.

Continuando... Mas pelo que eu estou falando, Christie, você vai achar que Deus é um pai cruel, mas ele não é. Nenhum pais dá pedra a um filho que têm fome e pede pão. Ele jamais abandona um de seus filhos. Por isso, minha amiga, eu digo que eu e Deus somos uma dupla inseparável.

Por falar em dupla eu fiquei preocupada com a Shivani agora, você vai gostar de conhecê-la. Ela era uma ótima espada. Você também é muito bonita mas... Não importa, vê como eu digo que os planos de Deus são a prova de falhas? Ele não impatou que me tirassem a Shivani para que eu aprendesse a ser mais cuidadosa, mas, em contrapartida, ele de deu você, minha bela Christie.

A voz trava mais uma vez e os olhos tornam a lacrimar, uma lembrança dolorosa, uma saudade que apertava o peito, o presente dado por sua mãe, o fragmento dela, a memória, o gesto. As lembranças de uma época longínqua onde todos viviam em paz. Adriel e Alice vivos, Alexander e Beatriz a meu lado. Precisei me apoiar na porta do quarto para para não perder o equilíbrio.

Silenciosamente, abri a porta. Siquer prestei atenção se meu companheiro de quarto- Adrian - estava ou não. Procurei cautelosamente em minhas coisas um item não muito incomum numa caixinha de louça, cruxifixo ornamentado ferro. Além disso, um isqueiro normalmente utilizado para esterilizar instrumentos.

Com os dois em mãos, saí do quarto. Parti para o lugar mais reconfortante de toda catedral.
O quarto do antigo líder dos querubins. Dessa vez, não estava a procura de informações, ou de ver como estavam as as coisa em Londres. Queria apenas um lugar que não fosse apreensivo, ou que emanasse responsabilidade.


Naquele quarto, eu não tinha que me preocupar em ser a salvação de uma familia, ou de ser a mãe do laço de ninguém. Sabia que o Mickey iria me esganar quando voltasse de Londres, isso é, se eu ainda estiver viva até lá.[

Então, agora é a hora de ter a coragem.

A chama começa a envolver o crucifixo, a labareda o cobre e começa a fazer a ponta avermelhar.
Era isso o que queria, um crucifixo em brasa para marcar a ferro uma união que nunca deveria se romper. Não importa o que eu faça, não importa que atitude eu tome. Deus sempre estará comigo.
Veja e admire Christie, decore todos os detalhes para contar para a Shivani o que ela perdeu.

Usando de meus milagres para que não sentisse dor, invocando aos céus coragem para o que pretendia fazer e pelos céus sendo atendida segurei o crucifixo incandescente com a palma da mão o pressionei contra o pulso contrário. Marcando assim a palma da mão e o pulso.

Curei um pouco as feridas, o suficiente para proteger a queimadura exposta, mas sem evitar que os contornos das linhas avermelhadas do cruxifixo virassem cicatrizes. Depois de enfaixar as marcas me preparei para começar a rezar. Presizava pensar e aliviar minha mente, conversar um pouco com Deus para ter certeza de que as minhas decisões estariam corretas- ou pelo menos, menos catastróficas-

Sabia exatamente o que iria fazer apartir de agora. Todos os dias, iria usar de todos seu potencial de cura para tentar fazer despertar a Principado, no restante do tempo, iria ajudar Uriel a terminar os relatórios que interrompera ele de fazer e ajudar com seus conhecimentos de medicina na ala médica da catedral. Esses eram seus planos.

Não iria mais lutar uma guerra que não era minha.
Um mundo que não era meu.
Se todas as minhas ações até agora só prejudicaram. Que façam então eles sozinhos o que desejam.

Não vou mais prejudicar ou estragar plano algum. Não precisam mais de minha ajuda. Eles já possuem Adrian para localizar e Padawan para curar. Se é o que desejam, vou ser a bonequinha trancada e quieta, encoleirada e obediente... Uma boneca de porcelana em sua estante para não causar mais problema algum... se era isso que queriam, é assim que vai ser.

Pretendo me despedir de André e Beatriz definitivamente. Minha irmã está bem melhor agora que eu mesma. Tem André e Alex para ajudá-la e protegê-la. E não serei eu quem irá destruir esse mundinho de felicidade, tão delicado e instável. Uma bola de cristal de gelo a borda da boca de um vulcão adormecido. Galgado em uma vida de mentiras, mas mentiras que evitaram dor e sofrimento.

O que se faz melhor?
Um falso e ludibriado mundo de felicidade
ou
um verdadeiro e honesto mundo de tristeza?

Colegas



- Eu sei pai, amanhã eu vou comprar a mobilia para casa...

Já estava na hora de sair do quarto de Lafiel e ir para sua própria casa. Havia conversado com Abimael e com Eros e eles iriam dividir a casa com ela. Uma

- Minha voz? Eu estou apenas cansada é apenas isso.

Cap XXXIV - Meu bem você cresceu

O celular e o despertador fazem Bianca acordar. Acabara dormindo em seu quarto quando acordara de madrugada para tomar banho e trocar de roupa. O sol raiava e o vento matinal entrava pela janela da sala.

Se espreguiçou, apoiou a espada em algum lugar da cozinha, fez o café... e, como de costume, foi acordar Alexander. Tudo parecia normal até notar a porta que não abria.

- Trancada?! Não acredito nisso... - tentou forçar mais algumas veses mas a peça de madeira não se moveu - Certo... como é que eu vou acordar ele, se a porta está trancada? Aliás... Por que essa porta está trancada? Ele nunca fez isso...
...

Muito bom... Ta vendo Shivani... Se fossem invadir a casa, me matavam, me levavam e ele trancado no quarto. Muito bonito isso...

A brisa que entrava pelas largas janelas espalhava pelo ambiente o cheiro do amanhecer, movia as cortinas, arrepiava a pele, e chegava até a desequilibrar uma espada apoiada a um pilar da cozinha. A espada deslisa e cai no chão.

- Shiiiu, olha o barulho... assim ele acorda...- Bianca faz uma pausa e balançando o dedo indicador como quem tem uma idéia, se volta na direção da espada e a apanha.

- Barulho... muito boa idéia Shivaninha. Vamos fazer barulho pra ele aprender a não fazer mais esse tipo de coisa... ótima idéia, minha amiga.
- Taquinagens de Querubins-
[Uma dupla dinâmica
Bianca e Beatriz]


Bianca afastou uma cadeira e a colocou infalsa, e foi até a porta da casa bateu as asas com força para que o vento derrubasse as coisas. Gritou pelo Alex e bateu a porta da casa.

Antes que pudesse dar conta de si, Alexander passou correndo por ela e pulou as escadas. Com o barulho, alguns moradores começaram a sair de seus apartamentos para ver o estava acontecendo.

- Aaal... Aleeeex... - Chamava a menina no topo das escadas

- O que houve rapaz?- Perguntava um vizinho.

- A minha irmã, alguém viu ela?- Olhando em volta a procura de qualquer pista ou sinal

- Ela está lá em cima, veja...

O captare olhou para cima e viu Bianca calmamente fazendo sinal para que ele subisse. Respirou fundo contendo a adrenalina do pulo.

- Aconteceu alguma coisa meu joven?

- Minha irmã, fazendo uma brincadeira sem graça- Subindo as escadas novamente.

O captare segura a menina pelo antebraço e a conduz para dentro do apartamento. Sério, ele tranca a porta e se volta para a querubim.

Não briga comigo, não...

- Bianca, você pode me explicar o que foi isso?

- Desde quando você tranca o quarto de madrugada? - A pergunta soava como uma acusação

O captare repira fundo e vai até a cozinha, levanta a cadeira derrubada e se senta.
- Bianca, precisamos conversar. Sente-se.

Shivani,mulher, a gente si lacou.

A querubim se senta
- Bianca, você ...- Ele procurava as melhores paravras para conduzir a conversa- De agora em diante as coisas vão ser ter que ser diferente entre nós dois. Você já não é mais aquela menininha de antes. Você está crescendo, e muito rápido por sinal.

- Sim, e...- Gesticulando para que ele continuasse, impaciente diante da hesitação do captareem falar.

- Bia, uma coisa é eu morar com a minha irmãnzinha, com uma criança. Outra, é eu morar com uma jovem crescida e atraente, que está se tornando uma mulher.

- Hui ... então você acha que eu sou atraente ... - Se debruçando sobre a mesa com um ar de sedução, embora estivesse controlando o riso. O captare, entretando, desvia o olhar da menina e se concentra olhando para o próprio reflexo no vidro espelhado da mesa.

- É exatamente disso que eu estou falando. As coisas terão que mudar entre a gente

- Eu não acho - voltando a sentar-se na cadeira

- Bianca, você não é mais uma criança. Dois irmão morando sozinhos... isso vai gerar comentários então se a gente puder evitar certas coisas...

- Como o quê?

- Não é certo a gente ficar dormindo na mesma cama. Tomando banho juntos...

- Mas... mas.... eu tomo de bikini

- Bianca...

- Está certo, vestida, é só não tirar a roupa. É isso?


Ele respira fundo mais uma vez
- Não, não é assim

- E como é então?

- Bianca a sociedade/

- Eu tô pouco me lixando com socieadade. Eu tenho que prestar contas com Deus e ele sabe tudo o que eu faço ou deixo de fazer. É isso o que importa!

- A vida não é dessa forma.

- Al, Deus sabe que a gente não ta fazendo nada de errado.

(...)

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2 Horas depois - Já na catedral

- Vivian cê pode vir com a gente?

- Não minha linda, como chefe da Ala dos Corpore eu não posso me ausentar daqui.

- Que pena...

A Corpore apenas riu. Bianca saiu pela catedral seguida por Alexander.
- A Jel não pode ir com a gente?

- Ela está cuidando do protegido dela...

- Um...-Bianca vê saindo da sala de runiões o recipere da falange- Baaaaaaaaaaaaaalk- Pula nele abraçando-o

- Bianca?

- Oíii!- Com os braços en torno do pescoço do recípere

- Bom dia Alex

- Bom dia Balk - Respondeu cordialmente

- Balk, Balk... A gente está indo fazer compras!- quase dando pulinhos

- É mesmo? Onde?

- Iguatemi!
Iguatemi- território iluminatti

- Tenham cuidado - Vira em direção ao captare- Você sabe de quem é aquelas árias?

- Eu sei. Não se preocupe.

- Não tem problema?

- Não.

- Bom, você sabe o que faz...

- Bianca, vamos?

- Certo certo. -Soltando o Recípere- Tchau Balk!

- Se cuida, menina

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Convocada para participar do contingente mititar que estava sendo recrutado na cidade de Fortaleza, Amytiel chegou a catedral.
Amytyel- Uma caçadora mestre em Barreiras

Cap XXXIII - Encerrando a noite

Chegando na catedral, Hariel, Eros e Abimael seguem para o laboratório de criminalística para analisar o composto das bebida.
No caminho, ao mesmo tempo, o celular dos três tocam, recebendo uma mensagem.
De: Numero desconhecido

Rebelião contra a ditadura de Vidael
. Reunião na... ...
Os três anjos se entreolharam. Em silêncio pegaram a caixa e seguiram até o laboratório.

-Vocês trouxeram a permissão ?

- Permissão?

- Sim, não posso liberar o laboratório sem vocês me mostrarem a permissão. Ordens restritas de Vidael.

- Eu vou pegar.

Hariel foi a sal de Sael, responsável pela falange, para pedir a exigida permissão. Do lado de fora, uma fila de anjos se aglomerava esperando poder entrar na sala. Resmungos e reclamações enchiam o corredor.

A porta se abre e um anjo sai chorando.

- O que houve? - Pergunta Hariel quase instintivamente
A anjo fala numa lingua que Hariel não conseguia compreender, e sai pelo corredor.

- Você sabe o que foi que ela disse? - Perguntando para o anjo que estava a seu lado

- Não faço idéia...- Respondeu

- Ela foi punida- Respondeu o terceiro da fila - Ela recebeu uma marca de desonra por ser diferente.

- Por ser diferente?

- Sim, as asas dela.
Nitiel. Tecnoanjo de Asas Metálicas

Depois de esperar algum tempo, Hariel conseguiu entrar na sala de Sael. A sala do anjo estava totalmente automatizada. Havia um virtude com um computador e uma impressora ao lado da mesa do nimbus. Tudo o que e ele ditava o Virtude digitava.

- Aqui está a permissão de vocês- Disse Sael entregando a autorização à Hariel - Eu só quero lembrar que a senhorita ainda tem uma punição para cumprir.

- Não se preocupe, eu conheço minhas obrigações.

Hariel pegou os papéis e saiu da sala. A aglomeração de anjos no corredor dificultava um pouco a passagem mas ela não perdeu o passo. Chegando no laboratório, Eros estava dormindo sobre a caixa de bebida enquanto Abimael analisava um dos frascos. Hariel entregou a permissão ao anjo responsável, ele agradeceu e completou com um "Espero que vocês entendam, eu só cumpro ordens".

- Os resultados estarão prontos em 8 horas.

- Certo, pela manhã eu passo aqui para pegar

Terminada a conversa, cada um foi para seu dormitório. Todos estavam cansados, mais uma missão encaminhada. Mais um trabalho cumprido.
Ou pelo menos quase...

Deitada em sua cama, as imagem da praça lhe perturbavam a mente. As humilhações, as ameaças, as coisas que eles tinham feito e falavam não com vergonha ou medo e sim com orgulho. Sem hesitação alguma, como se para eles matar, espancar inocentes fosse uma coisa natural. Era isso ser um ser humano? Então, pelo quê os anjos morrem? Para proteger criaturas que não estão a altura de seu sacrifício?

"O que você é?" perguntou Dark.

Conheceria aquele jovem o mundo sobrenatural?

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A Brindo a porta do apartamento, Alexander vê deitada no chão a querubim, quase bloquiando a passagem. Um livro de magia de luz fechado, duas latas de energéticos e o colar com as fotos dos pais caído ao lado da mão.

A face ainda rubra, assim como a mão marcada por ter apertado o cordão; a pele suada pelo calor humidecia o colarinho do vestido e os cabelos da nuca.

O captare pega o livro e o coloca sobre a mesa. Ajoelha-se ao lado da garota, a levanta nos braços e a deita na cama. Tira os sapatos, a camisa e se deita ao lado da garota, precisava se acostumar que sua pequena já não era mais tão pequena. Que a menina com quem dormia abraçado estava se tornando uma mulher.
Não era tão fácil assim de aceitar que as coisas estivessem mudando tão rápido.

Bianca se virou e o abraçou. Alexander continuou admirando a face da garota até adormecer também. E o sono logo lhe veio visitar. Estava exausto e ainda dolorido da missão, sua rotina não estava sendo fácil ultimamente.

Nos braços um do outro. Assim dormiram os dois.
Lado a lado.
"Você nunca estará só"
Adriel e Alice


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Enquanto isso . . .


Depois de se arrumar. Hariel foi a ala dos virtudes fazer limpeza. A Ala estava impressionante. Telões de plasma preenchiam os corredores. Novos computadores, novos equipamentos, câmeras progetavam nos telões imagens de toda catedral. Um cenário que chegava ser futurista. Tudo melhorado.
O Virtude que ficava no balcão central de informações da ala estava sem seu moicano. Suas vestes estavam diferentes também. Hariel estranhou.

- O que está fazendo aqui?

- Vim fazer a limpeza - respondeu friamente - O que houve?

O anjo passou a mão sobre a cabeça careca e com um olhar triste respondeu
- A minha aparência não condizia com a de um anjo.

- Vidael?...

- É...

Inconformada, Hariel começou a limpar as bancadas da ala. O pano molhado fazia suas mãos enrugar e os anéis feriam os dedos quando ela espremia o pano. O movimento repetitivo cansava o braço e as pernas formigavam.

A noite prometia ser longa. Porém, uma sena incomum acabou chamando sua atenção. Um dos virtudes parecia ter entrado em choque ao ter um e-mail. Rapidamente ele começou a digitar uma outra coisa no computador, a velocidade com que as teclas eram tecladas faziam um "tec -tec" frenético ecoar pelo local.
Em questão de um minuto, Haiel sentiu seu celular vibrar no bolso da calça.
Reunião geral da catedral

Vidael convoca todos os anjos a comparecerem na catedral para uma reunião geral que ocorrerá as 23:00 hs de segunda. Todos os anjos deverão estar presentes.

Cap XXXII - Confiscando

Brincadeira de gente grande -

Eu sou Hariel, uma virtude inquisidora que esta infiltrada num grupo de jovens para cumprir uma missão. Um grupo de jovens de péssima influência, devo admitir.A meu ver, o pior de todos é esse Dark. Ele manipula o jogo de "verdade ou desafio", é ele quem faz as perguntas e pede os desafios mais pesados. Um jogo com perguntas e respostas sobre coisas ilegais e assaltos cometidos com pessoas feridas, perguntas do tipo "Qual a pior coisa que você fez a uma pessoa" e coisas do gênero.

- Você, Luana. Verdade ou desafio?

Assaltos, espancamentos, violência. Porque proteger criaturas capazes de atrocidades tão cruéis? Porque não têm eles, os anjos, permissão para matar pecadores vis e desumanos?

- Desafio!

Dava para ver nos olhos maliciosos de Dark que ele não era alguém digno da proteção de um celestial. Alguém siquer digno de piedade. E quanto mais a anjo ficava em meio a eles, mais confirmava suas "teorias".

- Tah vendo aquele nerd alí- Apontando para um jovem que passava pela praça- Eu quero que você vá lá, e ...

Hariel ficou chocada com o desafio. Dark pedia para que a menina fizesse um ato de pornografia com um estranho em plena praça pública.

- Você está louco? Eu não vou fazer uma coisa dessas.

- Olha aqui, você entrou na brincadeira agora aguente.- Ele falava de modo ameaçador

- Eu não vou fazer isso, Dark!

- Ou você faz o que eu to mandando agora, ou você nunca mais vai poder pisar nessa praça. Eu vou fazer a porra do seu nome ficar conhecido por todos aqui, entendeu? E aí? Qual vai ser?

A menina se levantou, caminhou até o rapaz indicado e abriu o zíper da calça dele. O rapaz bêbado não entendia direito o que estava acontecendo, mas não reclamou quando a menina começou a acariciar suas partes íntimas.

Hariel estava transtornada com a situação. Fechava seu punho para se controlar e não estragar seu disfarce. Os outros riam e gritavam fazendo uma algazarra olhando para a jovem que estava cumprindo seu desafio. O bêbado levantava os braços e ria alto chamando ainda mais a atenção para a cena que estava acontecendo.

humilhação

A garrafa é girada outra vez e para com a boca apontando para a Virtude.

- Vamos lá ruivinha, vai pedir desafio também?- Instigou Dark

Tendo um sorriso como resposta a fronta Hariel respondeu com uma só palavra
- Verdade!

- Olhaí rapaz a gostosa pediu verdade- Disse um caíndo

- Capricha na pergunta Dark- Falou uma menina

Dark riu, e fitando os olhos de Hariel perguntou
- O que você é?

A firmeza da pergunta desconsertou Hariel. Que tipo de pergunta é essa?
- Eu sou uma jovem que chegou a pouco na cidade e está morando na casa de uma prima.

- Não é isso o que eu quero saber, deixe de errolação e desembucha logo a verdade

- Está bem... Eu sou um anjo.- O grupo de jovens começou a rir da "brincadeira"deixando Hariel um pouco menos apreensiva.

- Vem cá meu anjinho, que eu te ensino a pecar- Brandou um em meio a risos

- Deixem de palhaçada e rodem logo essa garrafa- Atalhou uma das mulheres da roda

- Eu vou comprar mais bebida- Disse hariel se levantando. Queria sair da presença de Darko quanto antes. O humano que agia como demônio parecia saber impor muito bem suas vontades.

- Eu vou com você Alicia- Acompanhou um jovem com quem Hariel Havia feito amizade.

- Essa garota realmente foi enviada dos céus

O clima de brincadeira continuou, a virtude e o jovem caminharam até uma barraquinha que havia ao redor da praça. O garoto ofereceu mas a anjo recusou a bebida. Já havia se envolvido com o mundo "humano" mais que o suficiente.

Algum tempo depois, o jovem que estava com Hariel começa a passar mal. A anjo tenta ajudá-lo mas ele cai no chão e começa a se debater, seus olhos estavam revirando e sua voz que grunhia estava rouca e gutural.

- Saiam daqui! ... vocês não pertencem a este lugar

Não muito distante, as tendas começam a pegar fogo.

Fim da brincadeira

Jovens começam se afastar do local correndo do incêndio. Abimael usa seu poder de Virtude para sentir magos e itens mágicos. Havia magia na praça. Uma magia essa que estava emanando das tentas. Carros paravam o trânsito ao redor da praça. Homens e mulheres atravessavam as ruas e quase eram atropelados. Havia gritos na praça. Pessoas ligando para a policia. Outras para os bombeiros.

A diversão havia acabado

Cap XXXI - Uma Querubim

Ao seu redor...
Um mundo de sangueMuito diferente do puro branco
que deveria envolver os seres alados
- Que ela não demore...

A dor em suas asas chegava a roubar o raciocínio. Por pior que pudesse parecer, só lhes restava esperar. A anjo não podia fazer mais nada, Bianca já estava a caminho.
Mas, será que daria tempo? Maquilael e Alexander estavam bastante feridos. Eles coseguiriam aguentar até que a querubim chegasse?

Siquer voar para pedir mais ajuda estava conseguindo. Uma raiva lhe percorre o corpo, uma raiva que logo é substituída pela dor, uma pontada aguda quer a faz cambalear. Suas pernas, já trêmulas, lutavam para sustentar o peso do corpo, enquanto seus olhos oscilavam entre os feridos e o portão.

- Que ela não demore...

Uma batida no portão de metal arranca Jel de seus pensamentos. Com dificuldade, ela levanta o portão para que Bianca pudesse passar.

- Onde eles estão? - Disse a querubim entrando

- Nos fundos

Estava preocupada demais para entender o porquê de Bianca estar aparecendo 3 anos mais velha. A menina que estava esperando se apresentou como uma garota.


Enquanto Jel fechava o portão Bianca seguiu na frente. No fundo do galpão, Alexander estava ensanguentado, caído dentro de seu glifo, à suas costas, a parede marcada com garras e sangue denunciava que o que quer que eles tivessem enfrentado, havia enfiado as garras no captare e o arrastado na parede da estrutura.

A querubim ajoelhou-se diante do irmão e deu um demorado beijo em sua testa. Pedindo para que os céus atendessem suas preces e pelos céus sendo ouvida, as feridas captare começaram a se fechar.
Voltou-se então para Maquilael que, não muito distante, começava perder o foco de sua visão, sua armadura destruída, exibia a brutalidade e a força dos golpes sofridos.

A menina se aproximou do dominação e beijou sua mão e em segunda mediu o pulso. Bianca estava séria de uma forma que ainda não se tinha visto. Até mesmo depois de ser espancada, na missão contra o mago de Anubis, ela mantinha seu entusiasmo.

A querubim juntou então as duas mão e colocou sobre o peitoral quebrado da armadura.

Uma bola de luz formou-se nas mão da garota e ela a contraiu contra o dominação. Em seguida outros flocos de luz que surgiam ao redor da querubim, começaram a ser atraídos para as mãos iluminadas. E assim ficou por alguns minutos. A expressão do Dominação pouco a pouco tornava-se mais aliviada de acordo com as feridas que iam se fechando.

- Cadê o Goku?

- Lá em cima- Apontando para o anjo envolto em cabos de aço que o estavam sufocando.

- E por que ele ainda está lá em cima? - Sem entender o porquê de ainda não o terem tirado de lá.

Jel respirou fundo, e abriu suas asas.

Quebradas, ensanguentadas, podia sentir as penas úmidas de sangue unidas umas as outras. A face da querubim tomou-se de pena por um segundo, mas logo tornou a seriedade de antes. Bianca levantou-se e voou até os cabos de aço que estavam estrangulando o querubim.

Depois de tê-lo deitado no chão, começou a prestar primeiros socorros. O ar que havia lhe sido privado agora voltava aos pulmões e depois de alguns minutos ele já havia recobrado a consciência. Num pulo agarrou-se em uma das hastes de metal e subiu.

- Jel, vem cá.

- Não, não se preocupe. - Sua dor era grande mas não era insuportável. Se Bianca ainda pudesse curar alguém, que curasse a Alexander ou a Malquiel. Eram eles os que estavam mais gravemente feridos, eles estavam precisando de um milagre muito mais que ela.

- Deixe-me ver suas asas. - Insistiu

E, como uma fria brisa suave a percorrer-lhe as asas, cessando as dores, recompondo ligamentos, reparando tecidos, Jel sentiu a cura da querubim.

- E agora...? - Respirando fundo com as mãos na cintura, analisando de vista o estado de cada um.

Bianca se ajoelhou novamente ao lado de Maquilael e terminou de gastar o que ainda tinha de energia mística para curar algumas feridas restantes. O Barulho do portão sendo erguido chamou a atenção de todos. Viel entrou a passos largos pelo galpão.

- Consegui encontrá-lo. Ele está indo para Praça do Ferreira. Como estão?

- Melhor...- Respondeu Maquilael

Bianca ajudou Viel a levantar o dominação, enquanto Jel ajudava Alexander. Todos de pé, apoiados uns nos outros para prosseguir.

- Vocês não querem que eu vá com vocês? Vocês vão precisar de ajuda.

- Vão não frente, eu quero falar uma coisa com a Bianca- Disse o captare

- Certo

O restante da falange continuou, Alexander, voltou-se para Bianca e a abraçou. Um abraço forte. E falou quase ao ouvido da garota.

- Obrigado. Eu não sei o que seria de mim, o que seria de nós sem você hoje.

- Mas, vocês...

- Você já fez o suficiente, você fez mais que o suficiente. Eu não quero que se arrisque. Eu quero que você vá para casa e espere eu voltar.

- Mas Al...

- Obrigado- E com um beijo na testa ele se despediu

Foi juntar-se a seus companheiros de batalha. Aqueles cujo sangue se mistura ao seu na batalha.
Colegas de falange, parceiros, amigos.

- Eu ainda posso fazer uma coisa por vocês.
Que a graça divina sobre vocês seja derramada
Que o Senhor os livre do mal
In nonime Patris et Fílii et Spitiui Sancto Amen.


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- E naquela tenda? Vocês sabem o que tem?

- Eles vendem umas bebidas lá...
Continua . . .

Cap XXX - Contratempos




- Todos prontos?

Reunida, a Plumas & Aço se preparava para sair para missão, contando dois virtudes, Hariel e Abimael, dois querubins, Eros e Bianca e um corpore, Vivian. O recípere Balk estava afastado por motivos pessoais assim como o captare lider da falange Zel.

Iriam regressar à praça portugal para completar a missão. Uma investigação sobre bibidas misticamente alteradas que estavam sendo distribuidas em um dos maiores pontos de encontro de jovens da cidade de Fortaleza.


A missão que havia se mostrado uma caixa de pandora na semana anterior seria agora retomada. Porém, antes de sair da catedral, um telefonema deixa Bianca notoriamente aflita.

- Pessoal, eu preciso ir ajudar meu irmão, se tudo der certo eu encontro vocês lá

- Não pode esperar até completarmos a missão, Bianca?- Indagou Abimael

- Se pudesse esperar, ele não teria me ligado agora, Acredite.
- Pode ir Bianca, não se preocupe, se precisarmos de você ligaremos.- Permitiu a vice líder da Falange, Hariel.
- Obrigada - E a querubim, literalmente correu em direção a saída

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Movimentos
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Chegando a Praça, o grupo de anjos disfarçados de humanos mais pareciam pop stars, principalmente Abimael, que se assemelhava bastante a um famoso cantor Emo-Pop.

1° Movimento- Abimael e os Emocore

Abimael - Uma estrela que não se ignora
O grupo de jovens logo o cercaram e o virtude aproveitou para se enturmar. Estranhando o assédio tanto das menina quanto dos meninos e também daqueles que ele não conseguia definir o que eram. Tiravam fotos o abraçavam, colocavam bilhetes em seus bolsos, as vezes, de um modo não tão discreto.
- Pusque eu nunca te vi por aqui?

- Amiguxo você é idêntico ao Bill

- Fofis como voxe é maravilindo

- Tira uma foto comigo

- AAH BILL EU QUELO UM BEJUX

2° Movimento. Eros reencontrando antigos "contatos"

Eros procurou se enturmar com o mesmo grupo com que tinha falado da outra vez e logo encontrou as duas meninas com quem tinha ficado da última vez.
- Olha quem voltou...
- Sentiu nossa falta?
- Claro...
- Vem aqui...
"Afrodite... obrigada minha Deusa"
Vista lateral da praça

3° Movimento. Hariel e uma brincadeira (nada)inocente
- Olá rapazes?
- O que uma ruiva tão bonita faz por essas bandas
- Procurando diversão, talvez...
- Senta aí, nós estamos brincado...
- Sério? De quê?
- Verdade ou desafio...
4° Movimento. Vivian e um rockeiros
- Fala aí tia
- Tia? Vocês não estão muito por dentro das coisas a meu ver.
- Olhaí rapaz, a mulher tem cunhões.
Outro ângulo

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Uma falange em apuros
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Bianca parou diante de um galpão. Deu uma batida no portão e ele começou a subir, era Jel que o levantava a uma altura o suficiente para que a querubim pudesse passar.
- Onde eles estão?

- Nos fundos

A querubim não esperou a anjo a acompanhas e seguiu sozinha. Alexander estava com o peito ensanguentado caído dentro de seu glifo, a suas costas, a parede marcada com garras e sangre denunciava que o que quer que eles tivessem enfrentado havia enfiado as garras no captare e o arrastado na parede do galpão.

Não muito distante, Maquilael parecia extremamente ferido, sua armadura distruida, sua boca sangrava e seus olhos já estavam perdendo o foco.

Ao redor...
Um mundo de sangue
Muito diferente do puro branco que se espera que envolva os seres alados

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