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[Surpresa - 2/2] Na igreja abandonada

Em 1980 nasceram 2 anjos gêmeos

Em 1980 um demônio veio à terra

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher [...] que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu,
e eis um dragão, [...] e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.


Não havia cor naquele dia. O céu estava nublado e ameaçava chover. Ventava forte e as folhas eram arrancada das árvores. Era uma cidadela desabitada. As casas estavam quase todas demolidas e a floresta parecia querer engolir o local esquecido pelo homem.

Alexander havia recebido uma carta codificada de Adriel contendo a seguinte mensagem:


E lá estava o rapaz. No mesmo dia, havia pedido uma permissão à cidade de prata para fazer uma investigação em meio aos humanos.

O sol que raiava escondia-se sob as espessas nuvens que oscilavam entre um azul, um negro e um cinza. Na entrada da cidade, encostado a uma das casa que estavam em melhor condições, o captare viu o carro dos Angellin’s estacionado. Pensou em entrar, mas lembrou-se da carta e voltou a se dirigir à igreja



Ainda não havia chovido, mas a entrada da construção em ruínas estava repleta de água. Deste o chão de terra até os degraus. Empurrou a porta que se abriu com dificuldade fazendo os rangidos típicos da idade. As paredes e o chão também estavam molhados e o barulho dos passos nas poças d’água ecoavam pelo local.

O Angellin percorreu todo o salão principal, passou pelo altar e antes de entrar no compartimento seguinte notou inscrições em nanquim camufladas nas manchas da parede, e no chão; mesmo com a água, a inscrição permanecia intacta. Além das inscrições, notou também as marcas de um poder que havia aprendido com Adriel. A Arte do glifo. E tanto as inscrições quanto o grifo passavam a mesma mensagem:

“Afastai maus espíritos”

Alexander continuou entrando Igreja adentro, e sempre antes de entrar em um novo aposento, encontrava as inscrições em nanquim e o glifo no chão.

“Afastai humanos”

“Afastai mortos vivos”

Espíritos malignos, demônios, vampiros, lobisomens, humanos e assim por diante. Alexander nunca havia visto tantas proteções em um só lugar. Porém, chegou um momento em que nem mesmo o anjo conseguiu avançar
“Afastai bons espíritos”

“Afastai anjos”

Eram duas barreiras místicas que o impediam de prosseguir

Do outro lado do aposento, passos se aproximavam cada vez mais.

- Eu sabia que você viria

- O que vocês estão escondendo aqui? - Perguntou o rapaz assustado. Adriel apenas sorriu enquanto raspava um pouco do nanquim da parede fazendo uma fenda na inscrição

- Pode entrar agora – Tendo Alexander assado, o anjo pegou um pote de nanquim e uma pena, que Alex pôde identificar como sendo das asas de Alice, e completou a fenda – Venha comigo – Disse o Angellin. E o captare o acompanhou.

Chegando a porta de um quarto, que servia como dormitório para os padres, Adriel começou a abrir. E mesmo sendo dia, tudo o que Alexander via pela fresta da porta era escuridão.
- Alice, somos nós...

Quando a porta se abriu completamente, viu-se como um manto negro regredindo dos quatro cantos do quarto, a escuridão recuava e a pouca luz deixana no local apenas uma penumbra.

- Uma, uma maga de trevas?- Indagou admirado o rapaz- Alice é uma maga de trevas? Desde quando?

- Desde antes de você nascer, lindinho – Respondeu com um sorriso nitidamente exausto

Alice estava extremamente pálida, seus lábios estavam rachados e esbranquiçados. A região de seus olhos estava bastante arroxeada e funda. Mas ainda sim,parecia estar coberta por uma aura de frlicidade. Alexander nunca imaginou que a pessoa com quem compartilha suas primeiras memórias poderia ser uma maga que domina as trevas.


Os longos cabelos loiros ondulavam sobre os lençóis branquíssimos. Estava sentada, envolta numa manta grossa. Havia uma bacia com água a seu lado. As malas com lençóis e outras coisas estavam sobre os antigos móveis para não se molharem com água que estava pelo chão.

- Venha aqui- Disse em voz fraca, Alexander permanecia parado tentando assimilar toda aquela situação

- Vá logo, rapaz! –Disse Adriel enquanto refazia o glifo que havia quebrado para que o anjo entrasse. - Não permita que ela se esforce.

Alexander entrou no aposento a passos lentos. Adriel saiu por outra porta que ficava ao lado e voltou com um balde de água.

- Porque toda essa água?

- É água benta

- E de onde você está tirando tanta água benta? – Estranhou o rapaz. Já que Adriel não possuía o dom de abençoar água. E a quantidade de água era grande demais para ainda conter numa igreja abandonada.

- Um querubim, uma certa vez, me deu um crucifixo que torna benta toda a água que toca. E, existe um poço aqui dentro da igreja. – O anjo carregava a água com certa dificuldade. Os olhos tão cansados quanto os de Alice. Uma expressão esgotada.

- Adriel, largue esse balde e vá descansar...

- Eu estou bem, Alice, não se preocupe, eu estou bem... Você que deveria estar descansando

- Você ... você não está bem. O filhote está aqui. Você já pode descansar agora – Adriel colocou o balde no chão e se aproximou de Alexander que estava encostado à cama.

- Você veio como anjo?

- Como?

- Veio... – O anjo virou o rosto do rapaz e desenhou com o dedo um H na testa do captare (Poder angelical de captare: Disfarçar a marca angelical) – A partir de agora, não abaixe a guarda nunca!

- Adriel, vá descansar ...- Insistia Alice

- Eu já disse que estou bem...

- A quantos dias ele está sem dormir?

- Quatro ou cinco...- Respondeu Alice encarando Adriel

- Você acha mesmo que vai ajudar continuando sem descansar? O que vai conseguir fazer se invadirem este lugar? - Falou numa tentativa de manipular o anjo.

- Como bom Angellin que sou, vou derrotar a todos.

- Você é um Angellin mas não é Deus.- Retruncou Alexander já perdendo a paciência- Que pessoa teimosa!

- Lindinho, você pode me fazer um favor? - Alice falava com um sorriso irônico no rosto- Você poderia socar a barriga dele com bem muita força. Talvez assim ele me escute e deixe de ser prepotente

- Mas eu já falei!!!

- Fale baixo, assim você vai acordá-las

- Acordá-las?- (Alex boiando no assunto)

- Está bem, esta bem. – O Angellin se afastou, encostou uma cadeira na parede e puxou um banquinho para apoiar as pernas. Feito isso se sentou e fechou os olhos

- Desculpe filhote, mas nós estamos bastante cansados.

- Eu percebi, mas, você disse acordá-las? Quem mais está aqui?

A mulher sorriu, e fez um gesto para que o captare se aproximasse e afastou a manta. Do seu lado, envoltas em lençóis brancos, dormiam dois recém-nascidos.


- A primeira é Bianca, a mais velha. Esta é Beatriz. Minhas duas gêmeas

Alexander não conseguiu raciocinar por algum tempo. Sua mente vazia apenas contemplava as duas crianças que pareciam desconhecer a confusão ao seu redor. Depois de Algum tempo o anjo conseguiu se pronunciar.

- Nós temos...- Era a primeira vez, em seu mais de meio século de vida, que Alexander via dois anjos gêmeos. Nunca siquer tinha ouvido falar em um acontecimento como esse, o nascimento de um anjo filho de dois anjo já era uma coisa rara. Imagine o nascimento de gêmeos filhos de dois anjos - Temos que comunicar à Família... Mais duas Angellin’s nasceram. Eles vão fazer uma festa quando souberem... São mais dois captares na Família

- Elas não vão ser captare - Disse Adriel do outro lado da sala, mantendo os olhos fechados – Alice não as quer envolvidas no nosso mundo de sangue.

- Elas não vieram ao mundo para tirar vidas, Alex – Disse a mulher se cobrindo com os grossos lençóis – Elas irão salvar vidas. Serão protetores. Serão da casta que eu mais admiro por fazer exatamente aquilo que não conseguimos. Ver o milagre de Deus em todas as coisas e ser puro o suficiente para ouvir a sua voz. Elas serão querubins. - Alice começou a tremer. Alexander encostou a mão em sua testa.

- Ela está queimando de febre

- Droga! – Disse Adriel levantando-se. - Já não sei o que fazer para essa febre passar. – Aproximou-se da cama e mediu a temperatura de sua esposa. – Tenha calma, minha vida- E deu-lhe um beijo nos lábios - tenha calma e resista...

- Vamos levá-la a um hospital!

- Não! – Disse Alice num impulso

- Calma Alice, calma.- Adriel foi até a mala e pegou alguns remédios, álcool, algodão e uma injeção. – Em pouco tempo a febre vai passar, mas assim que o efeito do remédio passa a febre volta. E também, por causa da medicação, ela não pode amamentar.

- Adriel, eu não soube que a Cidade de Prata havia dado permissão para o nascimento de um Angellin

- E não deu...

- Então como Alice conseguiu dar a luz, não só a uma, mas a duas crianças?-Adriel permaneceu calado, como se ignorasse as palavras de Alexander, depois de notar que o anjo não iria respondê-lo, Alexander mudou a pergunta - O que pretendem fazer agora?

- Não permitir que ela... ou as crianças morram.

[Surpresa - 1/2] Uma carta codificada

Em 1980 nasceram 2 anjos gêmeos


Em 1980 um demônio veio à terra


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- Angellin, chegou uma carta para você.
- Para mim?- Adimirou-se recebendo o envelope - Obrigado

Para: Alexander Angellin

Alexander pegou a carta e voltou à sua casa, estava ansioso para começar a ler, mas só o faria na segurança de seu lar
Querido projétil de Anjo...
Faz muito tempo que não nos vemos. Seu amado e venerado ídolo sente sua falta. Peço que encontre um jeito de me visitar quando tiver tempo. Muitas coisas andaram acontecendo Após esses 12 meses que esteve ausente.
Alice está mais habilidosa na cozinha, local onde fui proibido de entrar por fazer muita bagunça. Começa assim, primeiro me expulsa da cozinha, depois do quanto, da casa, quero ver donde vai parar.
Não posso esquecer de contar que matamos o cachorro. Sei que gostava muito dele, mas ele já estava velho e doente. Precisava de um tratamento urgente, mas não teve jeito de desse jeito. O enterramos próximo a uma igreja muito bonitinha. Era lá ou em um cemitério para cachorros onde o dono era tão mal encarado que dava medo.

PS: Mudando o assunto
Renan disse que voltaria entre os dias 3/7 e 3/3. Pedi para que ele desse uma olhada nos preços por lá e ele disse que as coisas lá são muito mais baratas. Uma agenda que aqui é vendida por ¢ 9,50 lá custa ¢5,50. Um anel de aço que por aqui é ¢ 10,60 lá é ¢5,80 ou no máximo ¢7,70

Ele disse que se embarcar as 2:10 como é de previsto, vai estar por aqui às 6:30. Espero que você passa vir também, assim poderemos fazer uma grande festa de reunião da família. Ele pretende passas de 11-18 dias. Alice pede para que você faça um esforço, não sabemos quando ele vai poder vir novamente. Bom, acho que é isso. Estamos esperando ansiosamente.
Um abraço dessa pessoa a quem você admira e Alice está mandando um beijo
Bom desempenho
- O que foi que deu nele? Não conheço Renan algum. - Exclamou para si mesmo enquanto vasculhava na memória o nome sem sucesso algum – E esse cachorro? Nem me lembro de termos um cachorro, quanto mais de ser muito apegado a ele.

Alexander desistiu de entender a carta, a jogou sobre a mesinha e foi tomar seu banho. A duxa de água o ajudou a esvaziar a mente. De tanto tentar entender aquela carta sem sentido já estava ficando com dor de cabeça.

Uma coisa estava parecendo fora do contexto. Em todas as cartas que recebera de Adriel ele nunca escrevia “Bom desempenho”. Essa frase ele só usava normalmente no final das provas que fazia para testar o raciocínio de seu aluno.

Istantaneamente o captare fechou o chuveiro, enrolou-se numa toalha as pressas e saiu correndo do banheiro. Os pés molhados e a pressa fizeram-no escorregar, mas rapidamente ele levantou-se e correu em direção à sala.
Havia matado a charada

- Como eu não percebi antes?- Pegou um papel e uma caneta e começou a reescrever a carta. - Primeiro a mensagem...

  1. Faz muito tempo que não nos vemos.
  2. Seu amado e venerado ídolo sente sua falta.
  3. Peço que encontre um jeito de me visitar quando tiver tempo.
  4. Muitas coisas andaram acontecendo Após esses 12 meses que esteve ausente.
  5. Alice está mais habilidosa na cozinha, local onde fui proibido de entrar por fazer muita bagunça.
  6. Começa assim, primeiro me expulsa da cozinha, depois do quanto, da casa, quero ver donde vai parar.
  7. Não posso esquecer de contar que matamos o cachorro.
  8. Sei que gostava muito dele, mas ele já estava velho e doente.
  9. Precisava de um tratamento urgente, mas não teve jeito de desse jeito.
  10. O enterramos próximo a uma igreja muito bonitinha.
  11. Era lá ou em um cemitério para cachorros onde o dono era tão mal encarado que dava medo..

- Depois as instruções... A história do Renan foi apenas um pretexto para inserir as coordenadas na carta 3/7 ; 3/3; 9/5; 5/5; 10/6; 5/8; 7/7; 2/1; 6/3; 11/18... O primeiro número é a linha e o segundo a palavra.
  1. Faz muito tempo que não nos vemos.
  2. Seu (2/1) amado e venerado ídolo sente sua falta.
  3. Peço que encontre(3/3) um jeito de me(3/7) visitar quando tiver tempo.
  4. Muitas coisas andaram acontecendo Após esses 12 meses que esteve ausente.
  5. Alice está mais habilidosa na(5/5) cozinha, local onde(5/8) fui proibido de entrar por fazer muita bagunça.
  6. Começa assim, primeiro(6/3) me expulsa da cozinha, depois do quanto, da casa, quero ver donde vai parar.
  7. Não posso esquecer de contar que matamos(7/7) o cachorro.
  8. Sei que gostava muito dele, mas ele já estava velho e doente.
  9. Precisava de um tratamento urgente(9/5), mas não teve jeito de desse jeito.
  10. O enterramos próximo a uma igreja(10/6) muito bonitinha.
  11. Era lá ou em um cemitério para cachorros onde o dono era tão mal encarado que dava medo(11/18).

“Me encontre urgente na igreja onde matamos o seu primeiro medo”

- Meu primeiro medo?- Uma Igreja onde tenham matado o seu primeiro medo. Alexander não conseguia lembrar-se de igreja alguma. Nem siquer lembrava-se qual era o seu primeiro medo. O captare deixou-se cair no sofá.

Releu a carta a procura de mais alguma instrução, mas já estava tudo feito. Todas as coordenadas já haviam sido encontradas. Leu a carta mais uma vez, procurava alguma falha. Numa carta dessas, até mesmo um erro de grafia pode significar uma pista, qualquer coisa poderia ser uma pista.
Até que encontrou...

“Muitas coisas andaram acontecendo Após esses 12 meses que esteve ausente.”

Alexander não estava ausente a 12 meses, mas a 2 anos. Desde que havia encerrado seu treinamento e Adriel e Alice voltara à Terra. E esse Após com letra maiúscula no meio da frase... Não fazia sentido também.

Foi até a cozinha e passou a carta pelo calor do fogo. Se tivesse algum texto escrito com sumo de limão, por exemplo, as letras ficariam escuras antes do papel, revelando assim a mensagem. Mas nada acontecera. O papel da carta apenas ficara mais amarelado.

Já desistindo, colocou a carta numa mesinha que servia de suporte para uma grande bíblia, geralmente aberta na parte de provérbios para servir de inspiração ao anjo, e foi comer alguma coisa.

Depois de algum tempo, já vestido e devidamente alimentado. O anjo pegou a carta e a bíblia, iria ler um pouco, talvez Deus o ajudasse a entender o “Após” 12. Abriu o livro sagrado no índice e viu uma abreviatura que lhe abriu a mente.
Ap (Apocalipse)

Apocalipse 12
Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
Era isso, agora se lembrava, seu primeiro medo era dos demônios.
A igreja onde mataram o primeiro demônio.
Já sabia a localização.
Sabia onde deveria ir
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Cont:

I - A origem dos Angellin

E houve nos céus a primeira e a segunda revolução. Anjos faleceram no combate contra os traidores. Aqueles que tingiram suas asas de negro e viraram as costas para os céus.

Com o fim da segunda revolução, a Cidade de Prata resolveu criar um sistema de castas. E assim se dividiram os anjos de acordo com suas ideologias e poderes.

Surgiram os Corpores, magos e cientistas que desenvolvem os campos da ciência e da magia com igual fervor; os Protetores, anjos cabalísticos que se distribuem em 8 sub-castas; os Recíperes, anjos que possuíam a habilidade de moldar e entender os espíritos, também conhecidos como mercadores de almas; os Captares, caçadores, e os Nimbus, os mais burocráticos de parasídia.

Angelus e sua irmã Eden, eram anjos que haviam lutado nas grandes revoluções e foram uns dos primeiros encaixados na casta dos Captares. Anjos exímios na arte de caçar. Acreditavam que a honra e o senso de união eram as coisas mais valiosas que um anjo poderia possuir.

Passados os anos, Angelus e Eden se casaram e geraram sua descendência.

Uma descendência íntegra de anjos, assim como eles, Captares.

E passaram a sua prole o senso de justiça, ensinaram-lhes a os princípios que fizeram deles os anjos mais respeitados de sua região. E seus filhos casaram entre si e geraram filhos, e a esses filhos também fora repassado o código de conduta de seus pais.

Eden escreveu em um manuscrito e, entregou a seu primogênito, o código de conduta dos Angellin, anjos filhos de Angelus e Eden, dois dos primeiros da casta Captare.

Nascia assim a familia Angellin. Aos filhos que se interessavam pelas artes da magia foi acrescentado o nome de Cohen, que significa sacerdote.

E o primogênito fez a todos os seus irmãos e irmãs, filhos e sobrinhos, saber dos ensinamentos e das instruções de seus pais.

Um código que presa a união como base para o fortalecimento da Família e a honra como fator principal existência do anjo. Essas ideologias refletem principalmente nos três primeiros deveres. Os deveres para com a família.
  • 1º - E mais importante - Um Angellin nunca deve negar ajuda, apoio, auxílio ou qualquer coisa do gênero a outro Angellin.- É aqui que se encontra toda a força da família. O inimigo de um é inimigo de todos. Os conhecimentos de um, pode ser útil à todos, assim, um único individuo carrega consigo conhecimento, influencia, aliados, contatos e etc. não só dele mas de toda a família.
    (Foi daqui que surgiu a Caçada- Quando TODOS os Angellins se mobilizam para encontrar o destruir um alvo. E um "alvo" nunca durou mais que 9 horas vivo depois de iniciadas as buscas)

  • 2º - Todo Angellin deve manter puro o seu sangue de captare.- Um captare deve manter-se no caminho da integridade. Não se corromper nem se seduzir pelas curvas da vida. Deve ser lúcido para fazer o julgamento mais correto e nunca iniciar uma caçada contra um inocente

  • 3º - Um Angellin é honra para seus antepassados e exemplo para seus descendentes - Todos Angellin deve ser o melhor naquilo que escolhe ser, para que assim, os mais novos possam se espelhar e os mais antigos possam ter o orgulho de que seus ensinamentos foram compreendidos. Por isso existem tantos especialistas e sábios na família (fato que resulta também num acréscimo à fama da família).

    Os Angelins normalmente são fervorosos e não aceitam a injustiça e a traição. Por isso os da Familia geralmente carregam um desprezo sobre-humano aos Anjos-caídos, seres que envergonharam seus companheiros e que envergonha os céus com suas atitudes.


Um legado que transcorreu séculos e que perpetua até hoje. Uma linhagem completa e integra de anjos captares que honram os céus e se protegem fortalecendo uns aos outros, adquirindo respeito e admiração.
Tornando-se uma das mais antigas linhagens celestiais
Um linhage milenar de Captares

Uma linhagem milenar de caçadores
O legado dos Angellin

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