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Era como um grande castelo, anjos passavam a todo o momento. Alexander e Bianca subiram até o terceiro andar. A menina estava nervosa, era a primeira vez que visitava o distrito de júpiter Um lugar de onde podia-se ver o céu, ao mesmo tempo: amanhecendo, dia claro, anoitecendo e noite. Depois de percorrer por alguns minutos pelos grandes corredores, eles pararam diante de uma grande porta com desenhos em auto-relevo. A tão esperada visita
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -E antes que Alexander batesse, um anjo de aparência bastante antiga a abriu.

- Nós já estávamos os esperando. - Disse com uma voz rouca - Entrem
A sala era bastante rústica. Um sofá de uma madeira escura com almofadas da cor de um vermelho rubro. Alexander sentou-se, e quando Bianca preparava-se para fazer o mesmo, o anjo a chamou.
- Venha comigo, minha jovem. - Ambos se dirigiram até uma segunda porta.
Bianca estava mais branca que o de costume, suas mãos estavam geladas e seu corpo suava frio. ‘Como seria estar na presença de um anjo que tem mais de 600 anos?’ pensava a jovem ‘Será que o recípere é esse senhor?’.
- Não, você irá encontrá-lo na próxima sala- Disse o velho anjo
A menina estremeceu. ‘Ele leu meus pensamentos?’
Na outra sala, que seguia o mesmo padrão da anterior, estantes de livros subiam até o teto. Havia uma mesa central e duas cadeiras grandes com uma estrutura rústica. Numa delas estava um anjo de aparência bem mais jovem.

- Sente-se, minha jovem- Disse cordialmente apontando para a careira em frente a sua.
O anjo que a acompanhava voltou e fechou a porta. Timidamente, a menina entrou devagar e sentou-se.
- Não precisa ficar nervosa, quer beber alguma coisa para se acalmar.
- Não, obrigada...
- Seus avôs me contaram que você foi criada junto aos humanos, é isso?
- Sim senhor
- Você é bem mais quieta que eu pensava. Normalmente os Angellin já chegam alardeando a que casta querem pertencer.- A menina sorriu levemente com o comentário do Recípere
- Há algo que queira me dizer ou perguntar? Dê-me sua mão
A menina estendeu a mão, o recipere a segurou com uma de suas mãos e com a outra começou a seguir as linhas da mão da garota.
Passados alguns instantes o recipere parou de olhar para a mão da menina e passou a olhar para os olhos dela.
- Você não quer ser uma Captare, é isso?
- Sim senhor.
- Ouça bem minhas palavras. Você possui uma tendência a se desenvolver no campo de batalhas, a linhagem de sua família é integra de captares. Nunca houve um que não o fosse, isso desde que a casta foi criada. Sendo uma Captare, você vai ter todo um apoio para se desenvolver.
- Mas se eu for uma captare eu não vou poder ajudar os outros. Se um dia o Al chegar ferido em casa, o que eu vou fazer? Caçar que o feriu não vai curá-lo. Não vai evitar que ele morra.
- Entendo...Vamos conversar um pouco...
Enquanto isso, na sala ao lado:Alexander estava calado. Imerso empensamentos. Lembrando desde o dia em que descobrira que Alice tinha dado à luz a duas meninas até o momento presente. O Velho, sentado numa mesinha a sua frente o observava.
- Estranhos os pensamentos que você tem em relação à garota... Você... o que é dela?
- Como?- Disse voltando de seus pensamentos
- Os outros já chegaram há algum tempo, não quer se juntar à eles?
- Eu agradeceria...
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DISCUSSÕES
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- Me acompanhe... - O anjo levantou-se e se dirigiu a uma fenda no relevo na parede, a empurrado, ela mostrou-se uma porta que dava para uma sala ao lado.
‘Quantas portas devem haver ocultas aqui?’
- Várias- respondeu o anjo mesmo sem o captare ter proferido uma palavra.- Uma para cada sala- Ah, obrigado.
Na outra sala, que parecia uma réplica da sala principal, só que com mais sofás, estavam Malquiel, Raphael, Eden e Gabrielle.

- Há quanto tempo estão aqui?
- Filhote, como você está bonito...
- Ele é um Angellin, Eden, os Angellin sempre estão em sua melhor forma.
- Então desmanche essa sua cara feia, meu marido, embora ela combine com você, ela não me agrada. Que exemplo você está dando... Encarar os problemas da vida com fúria não é uma coisa bonita.
- Eu não tenho tamanho autocontrole como o seu, para conseguir sorrir depois de descobrir que mais um filho meu está morto. Primeiro Willian, agora Adriel... Quem será o próximo? Alexander? Você? Gabrielle? O que mais o criador vai tirar de mim para testar a minha fé?
- Tenha calma, meu irmão, sente-se, nós vamos encontrá-lo... não se preocupe Faça como Raphael. Contenha-se, ao menos
- Ele não perdeu o seu primogênito!
- Eu perdi a minha ÚNICA filha.- Respondeu Raphael rispidamente
- Estamos no mesmo barco, meu amigo. – Disse Malquiel se aproximando do cunhado e sentando-se a seu lado- O mundo está contra nós, mas não vamos perder a nossa fé. Vamos prosseguir firmes e fortes. – Passando a mão pelo ombro do anjo e lhe dando “tapinhas”
Aporta se abriu, e dessa vez quem entrou foi o Recípere. Estava com uma expressão levemente séria no rosto. O silencio foi imediato.
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A QUERUBIM
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- E então? - Disse Malquiel quebrando o silêncio- Bom, o que eu posso dizer- A tensão na sala era notória. O anjo respirou findo e começou a falar- Pelo que eu vi, ela já possui prática com a espada e tem afinidade com a arte.
Raphael, um mestre das armas deu um leve sorriso. 'Tinha que ser minha neta’. Pensou. O recípere continuou:
- Alguns poderes dela já se desenvolveram, pude concluir que é muito provável que ela se desenvolva no ramo da localização. Ela também possui habilidades para o ramo da Magia, e isso é uma coisa que Eden deve providenciar...
- Com muito orgulho... - Respondeu a maga
- Por fim, eu a enviarei para treinar nos campos de Marte.
- Como uma legitima captare!- Alarmou Malquiel – Viu Alexander, o sangue sempre fala mais alto
- Mas, quem falou que ela era uma captare?- Interrompeu o Recípere. Alexander deu um sorriso discreto
- Mas você disse... - Malquiel estava perturbado
- Ela será uma protetore
- Espere um pouco... um protetore com habilidades de combate, ela não é um daqueles tanques de guerra ambulantes (N.A.*:Dominações), ou é?
(*Nota da Autora)
- Raphael, mais respeito- Perdoe-me. Mas, então? Ela é?
- Não- Respondeu o Recipere sem conter o sorriso
- Eu não aceito!- Disse Malquiel erguendo-se num ato de protesto
- Não tem o que você aceitar, Malquiel, EU sou o recípere aqui. Ela possui habilidades de combate, sim, possui, mas o desejo de proteger e de ajudar sobrepõe essas habilidades.
Pela personalidade dela, ela poderá ser uma exímia espadachim, mas sempre vai pensar uma duas, três, vezes antes de desembainhar a espada.
A casta não se define por um fator isolado, mas por todo o conjunto. Aliás, eu não tenho que ficar aqui te explicando.
Ela será querubim, treinará nos campos de marte. Vou aprontar as papeladas. Fiquem o tempo que precisar.- E dito isso, o njo saiu pela mesma porta por onde entrara.
- Só mais uma coisa...
O recípere respirou fundo e voltou-se a eles
- Diga
- Tem certeza de que ela é uma Angellin?
O anjo riu incredulo...
- Isso não sou eu quem diz. Ela é um anjo filho de dois anjos... ela é um querubim... ela é uma criança que possui seus traumas. É só isso que eu sei. Até onde eu vi, ela não difere de nenhum de vocês exeto pela casta e pela personalidade. No mais... Se ela é da familia ou não, não sou quem quem decide, são vocês...
Assunto de Angellin pretence aos Angellin. Não me envolvam...

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