Cap 1 - Despertar

Despertar parte 1

Um frio acolhedor envolvendo o corpo. Um barulho que pouco a pouco vai aumentando. Os olhos abrem. Um clarão que lentamente vai tomando forma...
Paredes destruídas, uma orbe celeste com estrelas tão brilhantes que por uns instante se parece possível tocá-las. A seu lado, pessoas com rostos aflitos, um jovem de olhar triste e preocupado. Uma mulher de olhos lacrimosos e amenos, outro homem guardava alguns instrumentos indiferente.

Um vestido branco lhe cobria a pele, milhares de pedras pequeninas como cristais marcavam a cintura da vestimenta que se soltava a altura do quadril. Os cabelos brilhavam como a própria luz do sol. De um dourado tão vivo que pareciam fios de ouro. A menina respira fundo e duas asas emergem de suas costas, de um branco tão puro e intenso que parecia ter luz própria.

Aqueles rostos lhe pareciam estranhamente familiares. Quem eram aquelas pessoas? Quais os seus nomes? Qual o seu nome? Um turbilhão de perguntas começou a emergir em sua mente.
- Bianca... - Disse o rapaz de olhar preocupado

Esse era seu nome? Bianca?

- Você é um anjo, nós estamos na casa de nossa família...

Os olhos atentos vasculhavam o lugar. Um cenário que parecia remanescer de uma guerra. Haviam anjos feridos desacordados, tendas espalhadas pelo local, crianças rezavam e tocavam os feridos e lentamente suas feridas desapareciam. A jovem desfilava entre os anjos atenta a cada detalhe, um olhar curioso, inocente, brando. O rapaz seguia alado a seu lado em silencio.
Bianca abaixou-se ao lado de um dos enfermos e ficou observando a criança a seu lado num toque lhe diminuir as enfermidades. A garota imitou o gesto e ficou a espera de algo acontecer.
O que estava esperando?

Vendo que nada ocorrera a jovem levantou-se e começou a caminhar novamente. Suas atenções agora se voltavam para fora da casa. Pulou os escombros do que um dia fora a parede de um palacete e seguiu pelo jardim. A alguns passos uma cachoeira deslizava por um despenhadeiro e formava um pequeno lago antes de retomar seu caminho sobre a forma de um rio.

Sentada na beira do despenhadeiro se podia ver por entre vales o sol pintando o céu com seus primeiros raios. Tons de laranja e turquesa se misturavam ao céu azulado salpicado de pontos de luz, estrelas remanescentes de uma noite que nunca existira.

O rapaz sentou-se a seu lado, a presença daquele estranho que era extremamente agradável. Passava segurança, confiança.

- O que aconteceu?

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