Sexta-Feira. 22 de Setembro de 1993
14 dias após a morte de Beatriz
Dia da morte de Alice e Adriel


- Olha alí quem chegou...- anunciou Adriel
- Boa tarde.- Disse Alex segurando a mão de Bianca.
- Bianca...- Alice corre ao encontro dos dois- Minha pequena...
- E você, minha princesa, como está? Firme e forte?- Bianca apenas abraça o pai
- Ela estava com saudades - Comenta o jovem Captare
- Mas e você, filhote, como está?
Respira fundo e responde - Cansado, Dona Alice, fazendo o que posso...
- Eu também notei - Alice chega perto de Bianca e lhe dá um beijinho de esquimó -Anda botando banca para comer? Não pode...
- Ela mal está comendo.
- Não pode ser assim não, a pequena da mamãe tem que ser forte e se alimentar bem.
- Verdade, se você não comer, como vai manusear a espada que a sua mãe vai te dar?!
- Ela também não tem falado...- Alexander se recosta num pilar e abaixa a cabeça
- Não se preocupe, eu sei que você está tentando, vamos, dê um abraço na sua mãe... Demonstre o amor que você nutre por essa pessoa que fez de você você.
- Você disse que tinha uma espada para a Bia, Dona Alice, cadê ela?
- É mesmo,querida, vá pega-la.- Alice sai correndo toda animada e entra na casa.
- Escapei ...- Cobrindo a face com a mão

- É sua. Para você treinar e se tornar uma menina forte, que dará muito orgulho a sua mãe.
- É linda...- admirou-se Alexander
- Está pensando o quê, rapaz, Alice tem bom gosto.
- E para mim não trouxeram nada?
- Vamos passar essa noite aqui, venham dormir aqui conosco que daremos o seu. Uma coisa ótima para pescar, pirralho.
- Uma boa ideia. Assim eu e Adriel podemos te contar as novidades nas investigações.
- Bianca, venha dizer para o seu pai o que você achou da espada...
Bianca se dirige em direção a Adriel
- Em todo caso é bom a gente ir, mais tarde nos encontramos certo.
- Então vá, filhote, e cuide bem da nossa pedrinha preciosa.
- Pode deixar, melhor guarda-costas que eu, não há
- Há sim, aposto que eu sou melhor.- Se aproximando dos dois
- Vai competir? Quer disputar?
- Não me subestime, projétil de anjo, eu vou fazer você pedir por socorro... Vem, cai dentro...
- Crianças, parem com isso. Adriel, isso é exemplo para se dar? E Alex... Se comporte. Bianca vai ficar assustada
- Super abraço dos paiiiiiiiiiis (Montinho) - Alice e Adriel correm para abraçar Bianca
- VOCÊS ESTÃO LOUCOS, AQUELA ESPADA ESTÁ AFIADA- Alexander corre atrás
- Não fale assim Alexander, também estávamos com saudade de vocês.
- Alguma novidade?
- Muitas, nós acabamos descobrindo muitas coisas que não podemos falar aqui. A noite nós te contaremos. Depois que a pequena dormir.
- Não pode nem adiantar?
- Tudo foi coisa de cachorro grande. E eu posso te afirmar que nada é o que parece... A princípio as coisas não fizeram sentido algum, mas depois nós descobrimos... - Alice pára e levanta a cabeça

- Não temos tempo... Já ficamos aqui demais...
- Como?
- ADRIEL- grita chamando a atenção de Adriel- Está na hora!- Alice beija a testa de Alexander- Saiam daqui rápido!- e corre em direção a Adriel
- Mamãe te ama, não esqueça disso. Seja forte e ajude seu irmão
- Eu também te amo, meu anjo- Ambos a abraçam, um abraço forte
- Agora corra para seu irmão e nunca saia de perto dele nunca mais- Ordenou Adriel
Bianca correu para Alexander. Adriel e Alice sairam correndo em direção à mata fechada. Bianca pôde ver seu pai levantando voo primeiro, Alice mais atrás, desenrolava uma fita negra dos braços.
Ver aquela fira lhe trouxe más recordações. Um mal pressentimento lhe tomou a alma.

Quando chegou a noite, Alex conduziu Bianca até outra cidadela para visitar seus pais. Quando se aproximaram da porta, esta se abriu violentamente e passaram correndo por eles um grupo de pessoas, vestido de forma semelhante ao “Mascarado” que Bianca vira em sua casa. Um, entre eles, a encarou por alguns segundos antes de desaparecer, os mesmos olhos de antes. Marcantes, inconfundíveis. Ele fez um gesto com a cabeça como se a estivesse cumprimentando e então, desapareceu.
- Boa tarde.- Disse Alex segurando a mão de Bianca.
- Bianca...- Alice corre ao encontro dos dois- Minha pequena...
- Chegaram cedo... Eu temi que você não entendesse a mensagem - Adriel abraça Alexander e depois se volta para Bia.
- E você, minha princesa, como está? Firme e forte?- Bianca apenas abraça o pai
- Ela estava com saudades - Comenta o jovem Captare
- Mas e você, filhote, como está?
Respira fundo e responde - Cansado, Dona Alice, fazendo o que posso...
Adriel levanta com Bianca no colo - Ela está mais magra... Muito, muito mais magra
- Eu também notei - Alice chega perto de Bianca e lhe dá um beijinho de esquimó -Anda botando banca para comer? Não pode...
- Ela mal está comendo.
- Não pode ser assim não, a pequena da mamãe tem que ser forte e se alimentar bem.
- Verdade, se você não comer, como vai manusear a espada que a sua mãe vai te dar?!
- Ela também não tem falado...- Alexander se recosta num pilar e abaixa a cabeça
- Não se preocupe, eu sei que você está tentando, vamos, dê um abraço na sua mãe... Demonstre o amor que você nutre por essa pessoa que fez de você você.
- Você disse que tinha uma espada para a Bia, Dona Alice, cadê ela?
- É mesmo,querida, vá pega-la.- Alice sai correndo toda animada e entra na casa.
- Escapei ...- Cobrindo a face com a mão
Alice sai para buscar a espada enquanto Adriel fica brincando com Bianca nos braços, fazendo-a rir um pouco. Enquanto isso Alexander olha o movimento ao redor, estavam na sacada de uma casa numa pequena vila do interior, ano de 1993. Onde a maioria dos que passavam eram anjos. Alice retornou com a espada envolta num tecido prateado
- Desça ela, querido, ela própria terá que desenrolá-la.- Adriel põe Bianca no chão e Alice entrega-lhe a espada. Alexander se aproxima também para vê-la

- É linda...- admirou-se Alexander
- Está pensando o quê, rapaz, Alice tem bom gosto.
- E para mim não trouxeram nada?
- Vamos passar essa noite aqui, venham dormir aqui conosco que daremos o seu. Uma coisa ótima para pescar, pirralho.
- Uma boa ideia. Assim eu e Adriel podemos te contar as novidades nas investigações.
- Bianca, venha dizer para o seu pai o que você achou da espada...
Bianca se dirige em direção a Adriel
- Em todo caso é bom a gente ir, mais tarde nos encontramos certo.
- Então vá, filhote, e cuide bem da nossa pedrinha preciosa.
- Pode deixar, melhor guarda-costas que eu, não há
- Há sim, aposto que eu sou melhor.- Se aproximando dos dois
- Vai competir? Quer disputar?
- Não me subestime, projétil de anjo, eu vou fazer você pedir por socorro... Vem, cai dentro...
- Crianças, parem com isso. Adriel, isso é exemplo para se dar? E Alex... Se comporte. Bianca vai ficar assustada
Quando olham Bianca tem desembainhado a espada e está brincando com ela no ar.
- Veja, filhote, mesmo não sendo, a nossa pequenina tem espírito de Captare.
- Super abraço dos paiiiiiiiiiis (Montinho) - Alice e Adriel correm para abraçar Bianca
- VOCÊS ESTÃO LOUCOS, AQUELA ESPADA ESTÁ AFIADA- Alexander corre atrás
Porfim, Adriel foi ensinar alguns golpes para Bianca, enquanto Alice ficou conversando com Alexander
- Agora falando sério, Alice, eu notei que vocês brincaram muito para tranquilizar Bianca e evitaram tocar no assunto.
- Não fale assim Alexander, também estávamos com saudade de vocês.
- Alguma novidade?
- Muitas, nós acabamos descobrindo muitas coisas que não podemos falar aqui. A noite nós te contaremos. Depois que a pequena dormir.
- Não pode nem adiantar?
- Tudo foi coisa de cachorro grande. E eu posso te afirmar que nada é o que parece... A princípio as coisas não fizeram sentido algum, mas depois nós descobrimos... - Alice pára e levanta a cabeça

- Descobriram o quê?
- Não temos tempo... Já ficamos aqui demais...
- Como?
- ADRIEL- grita chamando a atenção de Adriel- Está na hora!- Alice beija a testa de Alexander- Saiam daqui rápido!- e corre em direção a Adriel
- Mamãe te ama, não esqueça disso. Seja forte e ajude seu irmão
- Eu também te amo, meu anjo- Ambos a abraçam, um abraço forte
- Agora corra para seu irmão e nunca saia de perto dele nunca mais- Ordenou Adriel
Bianca correu para Alexander. Adriel e Alice sairam correndo em direção à mata fechada. Bianca pôde ver seu pai levantando voo primeiro, Alice mais atrás, desenrolava uma fita negra dos braços.
Ver aquela fira lhe trouxe más recordações. Um mal pressentimento lhe tomou a alma.
Algo iria acontecer
Quando chegou a noite, Alex conduziu Bianca até outra cidadela para visitar seus pais. Quando se aproximaram da porta, esta se abriu violentamente e passaram correndo por eles um grupo de pessoas, vestido de forma semelhante ao “Mascarado” que Bianca vira em sua casa. Um, entre eles, a encarou por alguns segundos antes de desaparecer, os mesmos olhos de antes. Marcantes, inconfundíveis. Ele fez um gesto com a cabeça como se a estivesse cumprimentando e então, desapareceu.
"Eu quero que você saiba que fui eu"
Bianca estremeceu
Alexander parceu mão ter percebido, estava focado nas outras imagens. Quando voltaram-se para a casa, viram o refúgio como um cenário de guerra.
Havia sangue nas paredes e algumas inscrições que Bianca não conseguiu ler. Quanto mais eles entravam, mais ficava claro que havia ocorrido uma luta. Na verdade, mais que uma luta, uma chacina.
Antes de chegarem ao fim do lugar ouviram barulho de pessoas chegando. Vestidas de branco, um deles ornava uma auréola sobre a cabeça.
Havia sangue nas paredes e algumas inscrições que Bianca não conseguiu ler. Quanto mais eles entravam, mais ficava claro que havia ocorrido uma luta. Na verdade, mais que uma luta, uma chacina.
Antes de chegarem ao fim do lugar ouviram barulho de pessoas chegando. Vestidas de branco, um deles ornava uma auréola sobre a cabeça.
- Saiam do caminho, não atrapalhem- Disse um deles
Passaram por eles rapidamente e entraram no local. Alex e Bianca os seguiram e encontraram em um dos aposentos dois corpos banhados em sangue. O piso estava completamente quebrado e haviam rachaduras cobrindo todas as paredes. Uma lança fincada no chão estava rodeada de uma poeira negra.
A fita negra estava tinta de um vermelho rubro, tão rubro quanto a lâmina das adagas que estavam fincadas em uma das paredes.
A fita negra estava tinta de um vermelho rubro, tão rubro quanto a lâmina das adagas que estavam fincadas em uma das paredes.
Alex tentou cobrir os olhos de Bianca para que ela não visse, mas já era tarde. A menina já havia identificado os corpos mutilados já quase sem vida que os homens de branco estavam pondo em algo como macas. O rastro de sangue marcou o caminho aposento a fora.
Alexander olhou para Bianca desolado, e, abraçado com a menina ele chorou.
Todo o choro que seu peito havia acumulado. Ele a abraçou como quem se agarra a vida
Quando, na verdade, só se resta um motivo para permanecer em pé.
E, por um momento, Alexander desmoronou.
Sabia que as chances de sobrevivência eram mínimas
E que Alice e Adriel não iriam resistir.
Bianca apenas o abraçava em retorno. Ela não sabia o que fazer.
Mas, na verdade não havia o que se fazer.
Apenas consolar a pessoa que sempre a consolou e respeitar o tempo desse guerreiro
Que mesmo parecendo uma fortaleza
Também tem seus momentos de franqueza.
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Todo o choro que seu peito havia acumulado. Ele a abraçou como quem se agarra a vida
Quando, na verdade, só se resta um motivo para permanecer em pé.
E, por um momento, Alexander desmoronou.
Sabia que as chances de sobrevivência eram mínimas
E que Alice e Adriel não iriam resistir.
Bianca apenas o abraçava em retorno. Ela não sabia o que fazer.
Mas, na verdade não havia o que se fazer.
Apenas consolar a pessoa que sempre a consolou e respeitar o tempo desse guerreiro
Que mesmo parecendo uma fortaleza
Também tem seus momentos de franqueza.
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