III - 25/09 - Febre e um Despertar

Segunda. 25 de Setembro de 1993
38º dia após a morte de Beatriz
3º dia após a morte de Alice e Adriel
Data do Aniversário de 13 anos de Bianca e Beatriz
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Bianca... está doendo... me ajude minha irmã..
Eu não sei até quando vou aguentar
- Dói... arf... arf... arf... Dói muito ...
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Pelo que você está falando, meu jovem, é melhor levar o seu amigo a um hospital. Nós temos um posto na cidade, mas quando é caso de internação, geralmente a gente leva até a capital que fica a alguns quilómetros.

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Eu não sei se vou conseguir leva-lo, a febre dele está muito alta...

- Aqui, dê esse remédio - O dono da farmácia lhe entrega um frasco - se não melhorar vai ter que leva-lo no médico ... Dê também um banho de álcool. Ajuda muito...

- Obrigada senhor

- De nada, meu filho, melhoras para o seu amigo

- Nós agradecemos

Porquê que você tinha que ter uma crise de febre logo aqui, Bianca?!

- Está tudo bem?

- Aham- Ela responde do outro lado da linha

- Eu já estou chegando, Bia, não se preocupe...
Alexander entra no carro e acelera, estava com pressa. Não gostava da ideia de deixar Bianca sozinha, principalmente no estado em que ela se encontrava. Completamente vulnerável. Deixa o carro no estacionamento e segue o resto do caminho a pé. Já estavam quase fora do município, uma região com poucas casas, residências humildes, sem água encanada ou energia. Foram obrigados a se estabelecer temporariamente numa dessas casas abandonadas.

O sol já estava se pondo quando Alexander entrou no casebre. Bianca tremia. Estava enrolada em três lençóis grossos, mas, mesmo assim, a menina tremia incessavelmente. Alexander pousa a mão em sua testa, a querubim estava quente, muito quente.

- Vamos ter que fazê-la baixar, não é? Eu trouxe um remédio mas acho que não vai ajudar.- Pondo o remédio na mesa do lado.- Você é uma querubim, porquê você não se cura?- Bianca virou o rosto na direção do Captare

- O fogo... que- queima... arf... arf... - Os lábios estavam se rachando e a garganta estava seca, a respiração estava difícil, Bianca ofegava e tremia os queixos de tal modo que os dentes se chocavam - Está doendo... A Beatriiiz... A casa... queima... eu tenho que... está queimando...

- Quem está queimando é você - Alexander se aproximou de Bianca mais ainda, podia sentir o calor emanando do corpo da querubim, o hálito quente a pele avermelhava pelo calor. - Você tem que melhorar...

Dá um suave beijo em Bianca e se levanta. Como o sol já estava quase posto tinha que iluminar a casa, e como não havia energia, teria que ser a moda antiga: velas e lamparina.

Após ter iluminado o ambiente, Alexander foi ao banheiro da casa. Um tanque era utilizado como reservatório de água. Mais atrás da casa, no quintal, havia um poço de onde a água era retirada. Haviam também muitas bacias de vários tamanho e uns recipientes, utilizados para retirar a água do tanque.

Alexander enche uma das bacias com água e volta para pegar Bianca.

... você precisa despertar...

- A febre está aumentando... - Comenta medindo novamente a temperatura da criança

Bianca olha para o irmão e vê sua cara de preocupação. A menina sentia seu corpo queimar, a temperatura sob os três lençóis estava muito alta e o tigre de pelúcia que ela agarrava apenas continha cada vez mais o calor.

- arf... arf... arf ... Al... arf ...- Tentava falar mas apenas ofegava, tentava controlar seu corpo, tentava fazê-lo parar de tremer, mas não conseguia. O captare começou a puxar os lençóis, Bianca os segurou.

- Você precisa de um banho para baixar essa febre.

- Baixa... szinho- Mal conseguia pronunciar as palavras direito. Alexander olhou comovido para menina

- Vamos, Bianca, é para você melhorar...- Disse calmamente. A menina apenas balançou a cabeça negando - É preciso, se você não for por bem eu vou leva-la a força, viu?!- A querubim apenas se recolheu mais ainda se enrolando nos lençóis.- Eu avisei...

Alexander se aproxima de Bianca para lava-la no colo..

Desperte

Bianca tenta empurrar o captare, ao olhar para Alex, vê no irmão uma aura que nunca tinha notado, de uma cor que ela pôde interpretar como preocupação. Literalmente ela conseguia ler a aura do captare e a interpretava de uma forma inata ao seu ser.

Até que se nota nos braços de Alexander sendo erguida da Cama.
- NHÃAAAO- A menina começa a se debater

- Bianca! - A pequena abre as asas e sai dos braços de Alexander com uma agilidade que ele desconhecia na irmã. Asas brancas com uma aura dourada.

Bianca bate as asas com força, sem muito equilibrio ou muito controle é arremessada na direção contrária e se choca na parede da pequena casa. Pelo vento, Alexander, os lampiões e velas são jogado ao chão.
Era noite lá fora...
... as luzes são apagadas ...
... e tudo enegrece
- arf... arf... arf... ALEEEX... arf...

... Meu corpo está doendo ...

- O meu... arf... tam...também...- Bianca volta a si e nota a escuridão ao seu redor. Precisava sair imediatamente-AAAAAAL

Você também precisa resistir
- Alice, eles podem vê-las!
- Não por muito tempo... Alex não deixe que levem as meninas!
Os sons perturbadores do passado começam a visitar a mente. As sensações começam a transgredir o limite entre a realidade e a lembrança. Ouve-se os passos em sua direção. As mãos gélidas a agarrar seu corpo. Os gritos de dor, o cheiro da morte... Tudo vinha à tona novamente. Mas não podia sair sozinha. Não podia fugir e deixar Alexander para trás.

- ALEEEEEEEEEEX- gritava com toda a sua força. Enquanto procurava o menor resquício de luz. Sua garganta, agora, ardia mais que nunca e seu corpo mal tinha forças para se movimentar.

-
Bianca eu estou aqui- Bia ouviu uma voz vinda de algum lugar a sua frente. - Tudo está sujo de querosene, eu não posso acender os lampiões ou tudo pegará fogo.
Incluindo eu.
Você pode acabar com isso

- Eu ... eu estou com medo...- seu olhos começaram a arder ainda mais.
- Não se preocupe, eu vou achar a porta. Eu estou aqui, nada vai lhe acontecer
- MÃAAAAAAAAAAAAE
E Deus disse: Que se faça a luz

Bianca tentou se acalmar, fechou a mão e se concentrou. Precisava da luz mais que sempre nesse momento
- Por favor... arf... arf... apareçam... Vocês que atendem arf... arf... pelo nome de flick... Que a luz das estrelas ... ousam a minha voz e venham a mim... filhas da luz eu as invoco - Bianca abriu a mão vário sflocos de loz na forma de borboletas escaparam dela.

E viu Deus que era boa a luz;

e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

- Iluminem a sala...-Bianca tentou molhar os lábios- por favor... - Bianca faz um gesto circular com uma das mãos. Como um círculo, as borbolrtas magistralmente formaram um cordão de luz pontilhado abrindo e fechando sias asas ao redor da sala.
Bianca pôde ver Alex chegando a porta, as lamparinas jogadas ao chão e o piso banhado de querosene.
- Eu disse que achava a porta, não disse?!- Alexander abriu a porta, a luz da lua cheia entrou aposento a dentro, forte e imponente clareando o local.

Agora estando mais calma Bianca pode sentir o frio lhe tomando o corpo inteiro, ela tremia, mais que antes. Alexander se aproximou e encostou em seu pescoço- Todo esse esforço só te vez piorar.

A querosene tinha um cheiro forte que invadia as narinas e tomava os pulmões. Bianca mal conseguia respirar. Incinscientemente, vira o rosto em direção a porta a procura de ar, se afastando de Alexander.

- Parece que não é só você que está precisando de um banho agora...- Disse rindo enquanto arrumava carinhosamente o cabelo da irmã. - Você pode iluminar o caminho até o banheiro?- Bianca assentiu

A menina um gesto com a mão e as borboletas levantam voo outra vez, retirando-se da sala e estirando-se pelo pequeno corredor que chegava a cozinha e em seguida à ária no quintal, onde ficava o banheiro.

A luz da lua enchia toda a ária e o banheiro, que estava quase completamente destelhado. Alexander seguiu com Bianca nos braços. A menina, que o agarrava pelo pescoço, tremia e o apretava contra si numa tentativa de esquentar-se um pouco. Chegando ao banheiro Alex entra no tanque com Bianca ainda em seus braços e quando se senta a agua os cobre até a altura do peito. Ao entrar em contato com a água gelada, pelo frio da noite, a menina estremece ainda mais e Alex sente que se ela tivesse um pouco mais de foça o abraço o teria machucado.

Os dois permanecem ali durante um longo tempo.
Até que Bianca adormece
nos braços de Alexander.
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2 comentários:

  1. Ta massa...^^ Adorei se eles soubessem da inspiração dessa historia^^ ia ser muito engraçado...

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  2. Obrigado por Blog intiresny

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