Um nome...

- Cheguei . . . - Colocando a pasta e as chaves sobre a mesinha da sala.

- Amooooooooor ...

- Você com esse avental até parece aquelas Amélias que cozinham bem- Rindo

- Minha comida é ruim?


- Eu não disse isso.- Beija ela na testa- O que é que tem pra janta hoje? - Tirando o terno

- Vem cá, a janta hoje está deliciosa...- Puxando Alexander para cozinha - Senta... - Empurra ele na cadeira e coloca um prato de sopa na frente dele - Come!

- O que é isso? - Olhando o caldo pastoso com pedaços pequenos de algo branco que ele não pôde identificar- Eu estava com tanta vontade de comer pizza hoje... O que você acha?

- Ooooo... Mas eu fiz com tanto trabalho

- Eu imagino... - Tentando decifrar do que era a "sopa" - O que você pôs aqui dentro?

- Ah, isso aí é ovo. É que... como eu mexi desmanchou. - Sentada na frente dele, debruçada sobre a mesa, esperando ele provar a comida. - Tem carne moída, frango desfiado e umas coisas que eu encontrei na geladeira.

- Como assim "umas coisas"?

- Para de reclamar e come logo. Está gostosa, um pouco feia, mas está gostosa.- Bianca toma a colher de Alex que estava encarando a sopa como se fosse um mistério
- Vai, come um pouco... Abre a boquinha aaaaaaaaa

- Já sei! Vá se trocar que a gente vai jantar num lugar diferente hoje!

- Tudo isso é só para não comer? - Comendo a sopa do prato dele - Você nem provou... Tá gostoso...

- Eu não duvido disso. Se você quiser, quando a gente chegar eu como a sopa toda, mas queria aproveitar a comida local, já que vamos nos mudar em breve.- Levantando-se

- Vamos nos mudar?

- Vamos...

- Então você encontrou mais pistas sobre ele?

- Sobre quem? - Abrindo a geladeira

- Eu seu que você está caçando ele... E se vai se mudar é porque encontrou informações relevantes. Um caçador só muda sua posição em duas ocasiões: Quando encontra um posicionamento melhor para atacar ou para melhorar seu campo de visão sobre a presa.


- E quando foi que você se tornou uma caçadora para conhecer essas estratégias de combate?

- Você não vai conseguir desviar o assunto...- Olhando séria para o captare

- Eu trabalho também, sabia?- Com um sorriso no rosto - Não posso simplesmente ter sido transferido?- Pega uma garrafa de suco e um copo.

- Você não vai me contar?- Ainda debruçada sobre a mesa

- Bianca... Já conversamos sobre isso antes...- Adquirindo uma expressão séria no rosto...

- Até quando você vai continuar me escondendo essas coisas?

- Eu não quero você envolvida nisso

- Hahaha, agora pronto... Eu não acredito que ouvi isso...


- Bianca, de que adianta você saber...

- Então você acha que me deixar alheia a tudo vai me proteger? Me por numa bolha?

- É mais fácil para eu te proteger com você dentro de uma bolha, que correndo atrás da morte

- Mas você vai correr atrás dele

- Eu sei me defender

- Então você quer dizer que eu não sei?

- Bia, você é uma querubim, nasceu para ajudar as pessoas, para curar, não para sair por aí caçando demônios

- Ah, agora eu entendi... – falando calmamente – Então eu sou uma boneca de porcelana extremamente frágil e incapaz de se defender... é isso ...

- Eu só quero te proteger... Por que você não entende?- Começando a se alterar

- Até quando você vai me tratar como uma criança?

- MAS VOCÊ É UMA CRIANCA... Por que você é tão... tão ... teimosa?

- EU NÃO SOU MAIS UMA CRIANÇA... Quando é que você vai enxergar isso?

- VOCÊ É!

- EU NÃO SOU!
- Não é o que eu estou vendo. Qualquer pessoa diria que você tem uns 14 anos, e para mim, 14 anos ainda é uma criança

- Pra você eu não mudei nada, não é... - Disse calmamente apoiando-se na mesa

- Bianca... – Se aproxima e a abraça – Você sabe que eu te amo... te amo demais para permitir que algo aconteça a você. E já perdi muito, não quero perder mais ninguém.

- Você não vai mesmo me contar nada? Nem o nome do demônio?

- Bianca... – respira fundo e olha no fundo dos olhos da menina - Você não vê que eu quero apenas te proteger?!

- Me desculpe, mas, eu não entendo, não aceito e não concordo com esse tipo de proteção – Solta-se dos braços dele e corre para o quarto. Lá chegando, fecha a porta e liga o som. A passos lentos, Alexander vai ao quarto da garota.

- Bianca... Bianca... abre essa porta...- Batendo na porta e girando a maçaneta - Eu não agüento isso – Fala para si mesmo enquanto apoiava a cabeça na porta...

- Bianca... abre essa porta e para de chorar... Não precisa disso. E não adianta você aumentar o volume do som para eu não ouvir porque eu sei que você está chorando... – O captare aguarda, mas não ouve nenhuma resposta do outro lado da porta

Bianca... fala comigo... – Já parara de bater - Bianca... Você vai ficar assim até quando? Esse é o comportamento de alguém que não é uma criança? É assim que você quer que eu veja que você mudou? Fazendo birra?
...

Alexander senta-se encostado na porta, estava cansado físico e emocionalmente.

- Vamos fazer uma troca, você abre a porta do quarto e eu te digo o nome do demônio e o qual a classe dele... Estamos de acordo?

Alexander ouve a tranca da porta se abrindo, calada, abraçada num travesseiro e com o rosto vermelho ainda húmido pelas lágrimas Bianca se senta no chão ao lado do captare.

- O nome dele é Kaveira. Ele é um daemon... Satisfeita agora?

- Viu, não foi tão dificíl assim, foi ? Não perdeu nenhum pedaço... - Deitando nos braços dele.

- Você me dá muito trabalho...

- É você quem complica as coisas...

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