III - Aconchego

Coração

- Boa noite, princesa? Como você está?

A menina respondeu um com sorriso singelo. A cesta de frutas sobre a mesa permanecia intacta. Havia também uns pacotes de bolacha fechado e algumas barras de chocolate. Como sempre, ela não havia tocado em nada.

- Eu estou morrendo de fome... vamos comer algo Bianca? – Disse tentando disfarçar a tristeza em ver o estado da menina. Bianca meneou a cabeça e fez uma careta. – Você precisa comer, precisa ser forte.

A menina apontou para o captare e em seguida fez uma pose exibindo os braços como os lutadores fazem para exibir os músculos. Alexander deixou escapar um sorriso com a brincadeira, puxou a menina e abraçou.

Bianca se afastou, colocou o indicador na ponta do nariz de Alexander e em seguida colocou a mão sobre o coração. Os olhos azuis como o céu do meio dia tornavam-se mais expressivos a cada dia, como uma tentativa de compensar as palavras que não se pronunciavam mais.

Bianca colocou o indicador sobre o próprio nariz e depois colocou a mão sobre o peito do irmão.

- Você está errada, você não está no meu coração. – A menina congelou a face, mas antes dos olhos se encherem de lágrimas o captare continuou. – Você faz parte dele. Para tirar você dele, só arrancando um pedaço.

A menina abriu um sorriso. Juntou as duas mãos com os punhos fechados sobre o peito simulando o coração, em seguida afastou umas das mãos teatralmente como se rasgasse um tecido difícil de rasgar enquanto fazia uma careta de dor. Ambos riram da brincadeira.

- Realmente, arrancar um pedaço deve doer bastante.

Não demorou muito para menina tornar o olhar choroso de antes. Juntou as duas mãos novamente sobre o próprio peito e olhou para Alexander.

- Seu coração?

Ela confirmou com a cabeça em seguida deixou cair uma das mãos ficando apenas a outra suspensa no ar. O olhar da garota tentava decifrar se o captare havia entendido a mensagem. Ele respirou fundo e confirmou:

- Tiraram um pedaço dele?!

Mais uma vez ela assentiu enquanto deixava rolar uma fina e silenciosa lágrima. O olhar da criança cai por terra e ela mantêm a cabeça baixa para esconder a face.

- Bianca... – Erguendo o rosto da menina pelo queixo. - Veja... -Depois da mesma forma que a menina, ele coloca as duas mãos a punhos fechados sobre o peito.

- Também tiraram uma parte do meu coração...- Abaixando uma das mão deixando a mão oposta a que a menina deixara suspensa no ar.- Mas nós estamos juntos... – encaixado sua mão na da menina – Somos um só coração. E isso nunca ninguém vai mudar.

Até quando ele teria que juntar os pedaços? Encaixar pacientemente cada estilhaço da pequena? No fundo ele não se importava com isso. Enquanto houvesse ar em seus pulmões ele iria continuar ali, envolvendo-a em seus braços. Confortando-a, preocupando-se... Porque no momento, protegê-la era tudo o que lhe restava.

- Então, já que você está com parte do meu coração, você vai ter que se alimentar melhor. Não quero meu coração fraco ou desmaiando de fome...

Um “Hum!” desconfiado foi a resposta. Depois da conversa, os dois Angellins foram à cozinha. Alexander cortava as verduras e as carnes enquanto Bianca se entretia em jogar tudo o que ele cortava, e todos os temperos que haviam na cozinha, dentro de uma panela. A campainha toca e o captare vai atender. Surpreende-se ao ver Alice o abrando logo que se abre a porta.

Conforto

- Como você está filhote? – Disse a anjo o prendendo nos braços

- Boa noite projétil de Anjo – Adriel seguia mais atrás, fecha a porta e dá um abraço cobrindo Alice e Alexander.

Na realidade o captare estava precisando disso, um abraço protetor, a firmeza e segurança que só os pais podem passar. Desapareciam as preocupações, se tirava a armadura. Estava seguro. Aquele abraço lhe passava solidez, lhe lembrava que ele não estava sozinho, havia um apoio, dois pilares nos quais poderia sempre se apoiar.

- Como está a filhotinha? – Alice adentrava a sala segurando Alexander pela mão fazendo-o sentar.

- Eu já não sei mais o que fazer

- Ela ainda está muito mal? – Sentando-se na mesa de centro para oder ficar frente a frente com a esposa e o filho

- Ela não come, não dorme. Na realidade ela desmaia de cansaço. Não fala... tem pesade-los sempre que dorme – O captare punha as mãos na cabeça enquando falava. Suas palavras ganhava a aflição de um alguém desesperado que não sabe que direção tomar – Eu não consigo... Não sei o que fazer ara ela melhorar... Eu não estou ajudando em nada...

- Meu filho... Nem eu ou sua mãe poderíamos cuidar da pequena como você, nnhum de nós dois conseguiríamos fazer melhor que você.

- Filhote, você precisa se acalmar... Você vai encontrar a melhor maneira de cuidar dela. Fique perto, nesse momento, tudo do que vocês precisam é um do outro, Não estamos tão presentes como gostaríamos de estar, como deveríamos estar. Essa caçada está exigindo muito de nós.

- Mas eu...

- Você é um Angellin, acima de tudo você é meu filho, nosso filho. Temos muito orgulho de você, Alexander. Não poderíamos ter ganhado dos céus um filho melhor...

Relaxa projétil de anjo, você vai conseguir. Acredite ou não tem meu sangue em suas veias e meu sangue obra milagres... faz até um Projeto de anjo como você ser alguém na vida.

- Meninos...

- Não se preocupe Alice, também dou crédito a você... O menino é um garoto forte, viril/

Não, não é isso... Mas... é impressão minha ou sinto cheiro de fumaça?

Fogo

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